São Paulo – Em discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), realizado nesta terça-feira (22), em Nova York, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, falou sobre o conflito atual no Oriente Médio e os assentamentos na Cisjordânia. Lula disse também que hoje é movido pelo sentimento de indignação e que a capacidade de a Organização das Nações Unidas (ONU) defender os mais vulneráveis “nunca foi tão pequena”.
“O Estreito de Ormuz transformou-se em trincheira da guerra, quando deveria permanecer uma passagem vital para o comércio internacional. Famílias em todo o mundo pagam pelo aumento dos preços de combustíveis, fertilizantes e alimentos”, disse o presidente brasileiro. Em razão do conflito no Oriente Médio, o Estreito de Ormuz foi fechado em diversas ocasiões, o que resultou no aumento de preços do petróleo, de seus derivados e de fertilizantes, insumo que é essencial para a lavoura e do qual o Brasil é grande dependente.
Lula também criticou os conflitos em curso. Disse que gerações de palestinos carregarão “a dor e o trauma” provocados pelo genocídio em Gaza. “Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que israelenses e palestinos possam viver em segurança”, afirmou.
Em outros trechos do discurso, Lula, sem citar os Estados Unidos, criticou o tarifaço imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e afirmou que o Brasil precisa de parceiros com uma agenda positiva, que fomente o desenvolvimento.
Outros trechos de sua apresentação na ONU trataram de violência, necessidade de regulação das bigtechs e defesa do meio ambiente. Sobre terras raras, das quais o Brasil é detentor da segunda maior reserva mundial, afirmou que deverão ser exploradas em benefício do povo brasileiro e gerar riqueza dentro do território nacional.


