São Paulo – Um projeto no Iraque ajudará os deslocados internos a reconstruírem suas vidas e a se reintegrarem às comunidades. Iniciativa de US$ 10 milhões visando esse fim foi lançada nesta segunda-feira (17) pelo Ministério da Migração e Deslocamento do Iraque (MoMD), a Agência de Cooperação Internacional da Coreia (KOICA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
De acordo com informações do PNUD, o recurso será usado para apoiar o reassentamento sustentável de pessoas deslocadas internamente e dos que retornaram para suas casas, além de ajudar comunidades afetadas pelo deslocamento em quatro províncias iraquianas: Anbar, Kirkuk, Ninewa e Salah al-Din. O projeto será financiado pelo governo da Coreia do Sul por meio da KOICA e implementada pelo PNUD.
A iniciativa apoiará as comunidades em áreas como habitação e infraestrutura comunitária, meios de subsistência, saúde mental e apoio psicossocial e atividades de construção da paz. Segundo o PNUD, o vice-ministro da Migração e Deslocamento do Iraque, Karim Al-Nouri, disse que projetos desse tipo estão alinhados às necessidades e prioridades dos retornados do deslocamento nas províncias contempladas.
“Por meio da contribuição de US$ 10 milhões da KOICA, nosso objetivo é promover melhorias concretas para famílias e comunidades à medida que reconstruam suas casas e meios de subsistência”, disse o diretor da KOICA no Iraque, Yeon Je Ho. “Junto com o governo do Iraque e a KOICA, transformaremos esse compromisso em resultados concretos para as comunidades afetadas pelo deslocamento e pelo retorno”, disse o representante residente do PNUD no Iraque, Titon Mitra.
A meta é que em cinco anos o projeto beneficie mais de 18 mil pessoas, especialmente famílias chefiadas por mulheres, pessoas com deficiência e outros grupos vulneráveis. A iniciativa inclui apoio para que as famílias reformem casas, tornando-as mais seguras, e tenham restabelecido o acesso a estruturas e serviços essenciais, como educação, centros de saúde, abastecimento de água e espaços compartilhados.
Haverá apoio aos meios de subsistência, o que incluirá assistência agrícola adaptada às mudanças climáticas para 168 agricultores. Outras 336 pessoas receberão treinamento e subvenções para estabelecer pequenas e médias empresas. Serão oferecidos serviços comunitários de saúde mental e apoio psicossocial a 2.440 pessoas, e comitês locais de paz serão fortalecidos, entre outras ações.


