São Paulo – Brasil, Espanha e Jordânia organizaram na quinta-feira (24), em Nova York, um encontro dedicado a apoiar a Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras para os Refugiados Palestinos (Unrwa). Da discussão participaram os chanceleres dos três países – que também tiveram uma reunião em separado -, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e representantes de 50 países.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, condenou, em seu discurso, campanhas de desinformação, difamação e intimidação jurídica que buscam minar a legitimidade da Unrwa. Segundo informações da agência de notícias jordaniana Petra, Vieira afirmou que defender a Unrwa representa preservar as perspectivas para a paz, lembrando que, sem a agência, os objetivos de recuperação, justiça e a solução de dois estados fica enfraquecida.
O ministro dos Expatriados e das Relações Exteriores e vice-primeiro-ministro da Jordânia, Ayman Safadi, reafirmou que a Jordânia rejeita qualquer mudança no mandato da Unrwa assim como tentativas de transferir as suas responsabilidades aos países que recebem refugiados palestinos. A Unrwa é responsável, por, entre outras atividades, recolher recursos, mantimentos básicos e oferecer atendimento médico aos palestinos. No começo do encontro, foi realizado um minuto de silêncio em homenagem a 399 funcionários da Unrwa que perderam as vidas enquanto trabalhavam na Faixa de Gaza.
O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação da Espanha, José Manuel Albares, por sua vez, afirmou que a Unrwa não pode ser substituída nem dispensada de seu atendimento aos palestinos. Afirmou que o papel da agência é apoiar a dignidade e a resiliência dos refugiados palestinos.
O presidente da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Khalil Al-Rahman, afirmou que a Unrwa opera sob condições extremas em Gaza e na Cisjordânia enquanto continua a atender as necessidades dos palestinos. Ele disse que os países precisam enviar apoio financeiro urgente para permitir que a Unrwa mantenha em operação serviços de educação e saúde, entre outros atendimentos básicos.
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