São Paulo – A economia brasileira mostra notável resiliência apesar da série de choques e o crescimento do País deve atingir 2,4% neste ano, segundo avaliação divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quinta-feira (23). O fundo descreveu a economia brasileira como relativamente protegida dos aumentos globais dos preços do petróleo decorrentes da guerra no Oriente Médio pelo fato de País ser exportador líquido de petróleo e ter alta participação de fontes renováveis na geração de eletricidade.
A previsão é que o crescimento seja favorecido pela alta dos preços do petróleo e por medidas de estímulo fiscal. Em 2027, no entanto, o ritmo deve perder força devido à manutenção de juros elevados para conter a inflação. No médio prazo, o fundo estima que o crescimento vá para 2,5%. A inflação deverá atingir 5,6% até ao final de 2026, antes de convergir gradualmente para a meta de 3% em meados de 2028.
Mas o FMI fala em piora de riscos nas perspectivas de crescimento do Brasil por causa da elevada incerteza global. O fundo cita a escalada das tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, como fator que pode aumentar a inflação e, através de condições financeiras mais restritivas e de uma menor demanda internacional, reduzir a atividade econômica. De acordo com a avaliação diviulgada pelo FMI, as tensões comerciais globais poderão afetar o investimento estrangeiro e o comércio.
O relatório afirma, no entanto, que os diretores executivos do FMI saudaram a resiliência econômica contínua do Brasil, juntamente com a redução da pobreza e da desigualdade, apesar do ambiente externo desafiador. Os diretores elogiaram a solidez dos fundamentos econômicos e das políticas adotadas pelo Brasil e defenderam o fortalecimento da sustentabilidade fiscal, medidas para levar a inflação de volta à meta e o avanço de reformas estruturais capazes de estimular um crescimento mais inclusivo.
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