São Paulo – A Companhia Síria de Petróleo informou nesta terça-feira (21) que o oleoduto iraquiano-sírio servirá como via estratégica para levar petróleo à Europa e que será concluído em dois anos e meio, segundo publicação da agência de notícias oficial do Iraque, a Iraqi News Agency (INA). Na última semana, os países firmaram memorando de entendimento sobre o assunto, quando também foi assinado outro memorando entre Chevron e TI Capital, dos EUA, e a UCC Holding, do Catar, para a construção do oleoduto.
“O memorando de entendimento assinado entre o Iraque e a Síria inclui a realização de levantamentos e estudos técnicos e financeiros para um projeto de oleoduto que se estenderá de Haditha a Banias”, declarou o diretor de Comunicação Corporativa da Companhia Síria de Petróleo, Safwan al-Sheikh Ahmad, para a agência de notícias iraquiana. Haditha fica na região Oeste do Iraque e Banias está localizada na Síria às margens do Mar Mediterrâneo, que banha também países da Europa.
Segundo Admad, as projeções para o oleoduto são de capacidade de 2,5 milhões de barris por dia e extensão de cerca de 800 quilômetros. “O oleoduto representa uma artéria vital para o transporte de petróleo iraquiano através do território sírio em direção à Europa”, afirmou o diretor. O projeto vem sendo noticiado como uma alternativa diante dos problemas enfrentados pelo transporte de petróleo, com bloqueios e instabilidade em vias importantes como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho.
Ahmad falou para a INA sobre um alto nível de coordenação entre os governos sírio e iraquiano em relação ao petróleo, especialmente após a recente visita do Ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, à Síria, na qual foi discutida a participação de empresas estrangeiras no projeto mencionado.
De acordo com Ahmad, havia acordo anterior entre a companhia estatal de petróleo iraquiana SOMO e a Companhia Síria de Petróleo para o transporte de óleo combustível iraquiano através da fronteira de Al-Tanf até Banias e, em seguida, para as refinarias de Banias, antes de reexportá-lo para a Europa por navios-tanque. “O projeto do gasoduto contribuirá para reduzir o esforço e os custos associados às operações de transporte e aliviará a pressão sobre a infraestrutura tanto na Síria quanto no Iraque”, disse.
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