São Paulo – Duas empresas brasileiras, a Fanem e a Impol, estão prontas para vender mais ao mercado de produtos de saúde da Síria. Elas, junto com outras três indústrias da área de produtos e equipamentos para o setor médico e hospitalar, vão participar da Healthcare, feira da área que ocorre em Damasco, capital do país árabe, entre 15 e 18 de abril. A participação na mostra é promovida pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira e o Itamaraty.
A Fanem, que fabrica desde incubadoras neonatais até aspiradores cirúrgicos, vai à mostra com expectativa de ampliar suas vendas para a região. “A Síria é um dos países para os quais não vendemos muito”, explica o gerente de exportações da Fanem, José Flosi. O mercado árabe é a segunda região do mundo para a qual a empresa mais vende, atrás apenas da América Latina. Outro motivo para a participação na feira de Damasco é que a Fanem estabeleceu há cerca de um ano um distribuidor para seus produtos no país.
A Fanem tem 85 anos de existência e exporta há 25 anos. Com uma fábrica em Guarulhos e escritório em São Paulo, a companhia faz seus produtos chegarem a 90 países. As exportações respondem por 30% da produção. Os sírios são clientes há três anos. De acordo com Flosi, o mercado árabe é excelente nesta área. Ele diz que restrições a compras dos Estados Unidos e Europa, por questões políticas, fizeram a demanda se voltar para o Brasil. Na Healthcare, a empresa vai expor os equipamentos do showroom do seu distribuidor no país.
A Impol, fabricante de implantes e próteses ortopédicas, vai à mostra com a expectativa de abrir mercado. Em participações na Arabhealth, feira da área de saúde em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a empresa percebeu a demanda na Síria, explica a gerente de exportações da Impol, Margarete Nacajune. A fabricante faz apenas vendas esporádicas para o mercado árabe, para países como Egito, Emirados, Marrocos e Jordânia. O objetivo da Impol, com a participação em feiras árabes, inclusiva na Síria, é estabelecer distribuidores.
A Impol foi criada em 1977 e nasceu como uma importadora. Há cerca de 25 anos, porém, comprou uma fábrica no Brasil e passou a atender, com a produção nacional, os mercados brasileiro e latino-americano. Ela tem uma unidade industrial, em Diadema, estado de São Paulo, e 60 funcionários. O mercado da América Latina, explica Margarete, é o maior para a empresa. “O mercado árabe precisa ser mais desenvolvido”, diz. Mas a Impol está investindo nisso. Ela exporta 40% da produção, mas pretende chegar a 70% entre 2011 e 2013.
Além da Fanem e da Impol, as empresas Ibramed, União Química e Takaoka vão participar da Healthcare. A Câmara Árabe estará representada, na mostra, pelo secretário-geral, Michel Alaby, a assistente de Comércio Exterior, Nádia Abdallah, e o assistente de Marketing, Filipe Ferraz. Além da participação na mostra, haverá programação paralela, como visita ao Ministério da Saúde e à Companhia Estatal de Medicamentos da Síria.

