Cultura

Criada em 2005, o Zahra Studio de Dança do Ventre se transformou em um espaço da cultura árabe em Brasília. Além das 500 alunas que buscam a escola para aprender uma das danças mais antigas da humanidade, o Studio oferece aulas de língua árabe e organiza viagens para o Egito.

Os professores que dão aulas de português para os 108 refugiados palestinos que estão vivendo no Brasil desde o ano passado passaram por um curso de capacitação na última semana. Com instrutores do Setor de Estudos Árabes da UFRJ, os sete professores aprenderam novos métodos para aplicar em sala de aula.

A criação e a produção são brasileiras, os atores, marroquinos, e os camelos vieram da Mauritânia. Esse mix árabe-brasileiro compõe a nova campanha da Pepsi, que foi filmada no Deserto do Saara, no Marrocos, em dezembro e que estreou ontem na TV, durante o intervalo da novela Duas Caras, na Globo.

A paixão pelo deserto fez com que a brasileira Lucy Barbosa viajasse pela Mauritânia, Líbano, Síria, Nigéria e Mali fotografando e registrando o cotidiano dos povos nômades. Agora ela busca patrocínio para publicar um livro e organizar uma exposição.

A cidade de São Paulo, que faz 454 anos no dia 25 de janeiro, tem um PIB maior que o de países como Egito e Kuwait e maior que o de 22 estados americanos. A conclusão é da Fecomércio, em um estudo preparado para comemorar o aniversário da cidade de onze milhões de habitantes e das 40 mil pizzas feitas por hora.

Café árabe, narguilé, dança do ventre, história do Egito Antigo e decoração a la mil e uma noites. Ah sim, e muito chá. A Khan El Khalili, casa de chá egípcia de São Paulo, atrai novos clientes e mantém fãs antigos há mais de duas décadas.

Este ano a capital da Síria foi escolhida para ser o centro da cultura árabe. A cidade, que é considerada uma das mais antigas do mundo, vai oferecer diversos eventos culturais, como apresentações de teatro, música, dança, conferências e festival de filmes. A cerimônia de abertura será realizada sexta-feira.

Para alguns brasileiros os hieróglifos usados no Egito Antigo não são nenhum mistério. Eles são poucos, menos de dez no país, mas entendem a língua dos faraós. E usam seu conhecimento para ler documentos originais. São homens como Ciro Flamarion Santana Cardoso e Moacir Elias Santos que tratam de manter vivo e reproduzem o conhecimento sobre a língua egípcia no Brasil.

Em Ponta Grossa, interior paranaense, um pequeno museu abastece a população local com informações sobre o Egito Antigo. O espaço tem em exposição 260 réplicas de objetos da terra dos faraós e uma máscara de múmia original do século 2 a.C. Os visitantes do local são principalmente estudantes do ensino fundamental e médio.

Marcelo Cunha, de 39 anos, é um gaúcho que vivia em São Paulo e se mudou de mala e cuia cheia de erva-mate para Dubai para viver perto do filho de sete anos. No emirado, descobriu uma cidade em obras, cheia de oportunidades e demanda para produtos brasileiros. Para ajudar a fazer uma ponte entre o Brasil e os Emirados, criou um blog, no qual posta notícias sobre a terra que ele acaba de descobrir.

Cenário paulistano vira objeto de estudo para artistas estrangeiros moradores do Lutétia – residência para artistas mantida pela FAAP. Italianas fazem ações com passantes e moradores de rua da região central de São Paulo para incentivar o debate sobre o papel de cada um na cidade. Libanês, que também participa do projeto, apresenta o resultado do seu trabalho, feito no Líbano.

O diretor geral da ONG saudita Economic & Social Circle Amarate Makkah, Suhail H. Sawan, acredita que Brasil e Arábia Saudita terão um maior intercâmbio em áreas como educação, comércio e saúde, em breve. Ele esteve ontem na sede da Câmara Árabe em São Paulo.   

Ilza Dutra foi tema de uma matéria na edição de novembro da revista Al-Beit Al Ahram, do Egito. A publicação conta como Ilza desenvolveu seu trabalho de restauração de obras de arte nos vários países que morou. Ela é esposa do embaixador do Brasil no Cairo e vive atualmente no Egito.