São Paulo – A Credeal, maior produtora de cadernos do Brasil, quer expandir suas vendas no mercado árabe. A empresa exporta para o Líbano há oito anos e pretende vender também para os demais países da região. “É um mercado difícil de entrar, mas depois que você entra, não sai mais”, afirma o coordenador de Exportação da indústria, Doani Soccol Pavan, a respeito da fidelidade dos clientes árabes e da identificação deles com os produtos brasileiros.
O cliente libanês é um distribuidor e também tem lojas próprias. De acordo com Pavan, os artigos enviados para ele são bem parecidos aos consumidos no Brasil, nos tipos de arte e no colorido. O idioma usado para a parte escrita das agendas e cadernos é o inglês. A Credeal embarca para o Líbano ao redor de três contêineres de 40 pés ao ano, em um valor aproximado de US$ 200 mil. O contato com o importador foi feito na Paper World, feira do setor que ocorre anualmente em Frankfurt, na Alemanha, e da qual a Credeal participa.
A indústria fatura R$ 160 milhões por ano e 5% disso vem do mercado externo, com vendas principalmente para América do Sul e América Central. Nas demais partes do mundo, a Credeal está, além do Líbano, em Angola, Portugal, Espanha e Israel. Para o exterior, a fábrica envia os produtos com a sua própria marca e também adapta os itens às exigências do cliente e fabrica com a marca dele. Para o Líbano, por exemplo, são vendidos artigos nas duas modalidades. “Temos uma enorme capacidade de adaptação”, afirma o executivo.
No Brasil também alguns artigos da Credeal são vendidos com a marca do cliente, caso do Walmart, que comercializa itens com grife própria. Em licitações do governo, por exemplo, os produtos vão sem marca. A indústria ainda trabalha com produtos licenciados de personagens e ídolos como Beatles e Iron Maiden, entre outros. A Credeal cria uma coleção principal para atender a volta às aulas, no começo do ano, e uma mini coleção na metade do ano. O que está sendo vendido atualmente, conta Pavan, segue a tendência 2014, na qual a cor amarela tem grande predominância em função da realização da Copa do Mundo no Brasil.
Pavan afirma que cadernos e agendas atualmente são itens de moda e refletem a personalidade do seu dono. Para mostrar as novas criações aos importadores, todo ano a empresa vai a cada um dos países que atende e faz uma apresentação dos produtos e tendências, seguida de rodadas de negócios, nas quais os pedidos são realizados. Para alguns mercados, a Credeal envia seus profissionais mais de uma vez por ano, conta Pavan.
A Credeal tem 41 anos de existência e é uma empresa familiar, atualmente nas mãos da família Alban. Além de cadernos e agendas, que são o carro-chefe, a empresa fabrica outros itens escolares. A empresa tem capacidade para produzir itens mais simples, mas seu foco, segundo Pavan, são produtos de maior valor agregado. A produção, que consumiu 26 mil toneladas de papel no ano passado, é levada adiante em uma unidade no município de Serafina Corrêa, no interior gaúcho. No total há 400 funcionários.
A meta da empresa, segundo Pavan, é aumentar a produção de 2% a 3% em 2013. Para o mercado externo há planos de aumentar os envios em 20% neste ano. O coordenador de exportação acredita que a alta do dólar vai ajudar a vender fora do País, mas a principal aposta para o crescimento é a entrada recente em dois novos mercados na América do Sul, no Chile e na Bolívia, onde a empresa fez parcerias importantes, de acordo com Pavan.
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Site: www.credeal.com.br


