São Paulo – A demanda global por joias de ouro alcançou o seu menor nível em sete anos ao somar pouco mais de 2.041 toneladas no ano passado, uma retração de 15% sobre o resultado de 2015. Os dados foram divulgados pelo portal Gulf News na sexta-feira (3), citando o Conselho Mundial do Ouro (WGC, na sigla em inglês).
Nem mesmo a retomada no fim de novembro, influenciada pela queda nos preços pós-eleições presidenciais nos Estados Unidos, foi suficiente para salvar o resultado anual. Sequer contribuiu para melhorar o resultado do último trimestre, que registrou vendas 5% inferiores ao mesmo período de 2015.
O alto preço do ouro assustou os compradores: chegou, em setembro, a ficar 25% superior ao praticado no mesmo mês de 2015. Depois disso metal desvalorizou-se e encerrou 2016 com uma alta de 8% sobre o preço praticado no ano anterior.
Ainda assim a demanda por barras de ouro cresceu 2% no ano passado, somando 4.308,7 toneladas – o maior volume dos últimos três anos. A procura pelo metal foi puxada por investidores, que compram ouro como forma de proteger suas finanças. Os ETFs (fundos de índice) lastreados em ouro e outros produtos semelhantes subiram a 513,9 toneladas, o segundo maior resultado anual.
Já os bancos centrais estiveram mais em sintonia com o varejo, fechando o ano com 384 toneladas, o menor consumo desde 2010 e queda de 33% com relação a 2015.
A demanda por moedas e lingotes foi de 1.029,2 toneladas em 2016, recuo de 2% sobre o ano anterior. No Oriente Médio foram apenas 18,1 toneladas, segundo o WGC: “As moedas fracas, os altos preços locais e o baixo preço do petróleo pesaram sobre a demanda em toda a região”, afirmou o Conselho.


