São Paulo – O Produto Interno Bruto (PIB) dos países da África subsaariana vai crescer acima da média mundial neste ano e em 2012, de acordo com um levantamento realizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo o estudo, eles deverão crescer 5,25% em média neste ano e 5,75% em 2012. A média de crescimento mundial esperada para 2011, segundo o relatório, é de 4%. A África subsaariana inclui o Sudão.
O crescimento esperado para os países de baixa renda, como Níger e Serra Leoa, é de 6% neste ano e de 7% em 2012. Já para os países em desenvolvimento da região, a previsão é de crescimento entre 4% e 4,5% em 2011 e em 2012. A África do Sul, que tem desemprego em alta, deverá crescer aproximadamente 3,5% nos dois anos. A Suazilândia também deverá ter crescimento abaixo da média da região porque enfrenta uma crise fiscal.
O FMI afirma que a grande demanda doméstica e o alto preço das commodities são as razões que levam o PIB destes países a ter um aumento acima da média mundial. No entanto, o Fundo alerta que esse mesmo motivo, assim como a elevação dos preços do petróleo, também pode prejudicar esses países.
O FMI afirma, por exemplo, que a inflação dos preços ao consumidor atingiu 10% em junho neste ano. No mesmo mês de 2010, ela estava foi de 7,5%. Segundo o Fundo, um quarto dos países da África subsaariana têm inflação de dois dígitos.
Nem todos os países da região, contudo, irão registrar o crescimento previsto. A Costa do Marfim enfrenta conflitos que afetam a política econômica e as nações do Chifre da África são afetadas pela seca neste ano. O estudo estima que os PIBs do Quênia e da Etiópia crescerão menos do que 0,5% em 2011. "O impacto final da seca e suas ramificações por toda a região poderão ser muito maiores. Na Tanzânia, por exemplo, a seca reduziu o poder de geração de energia a partir de usinas hidrelétricas, o que levou implicações também nas contas [do país]".
Além da ameaça da seca para os países do Chifre da África e da inflação, para as nações beneficiadas pelo crescimento do consumo, o estudo prevê que o excesso de dívidas dos países desenvolvidos deverá provocar uma redução global na atividade econômica. Para a África, em especial, o Fundo espera que sejam feitos menos investimentos estrangeiros pelas nações desenvolvidas. Mesmo assim, o cenário é de crescimento para a região.

