São Paulo – O governo de Omã lançou um plano diretor para a capital, Mascate, e arredores, como parte de estratégia para tornar as grandes cidades do país os motores do crescimento nacional, segundo informação publicada na agência de notícias pública local, a Oman News Agency (ONA). O projeto elaborado para Mascate se baseia em arborização, mobilidade, produtividade, modernidade e sustentabilidade.
A medida está integrada aos objetivos da “Visão Omã 2040”, plano nacional de desenvolvimento do país, e dividiu as grandes cidades omanitas em quatro: Grande Mascate, Grande Salalah, Grande Sohar e Grande Nizwa. O plano diretor da capital inclui os governos de Mascate e Al Batinah do Sul, estendendo-se ao longo de uma faixa urbana contínua de mais de 80 quilômetros, desde o Wilayat de Muttrah, a leste, até o Wilayat de Barka, a oeste, com uma orla marítima de cerca de 100 quilômetros.
O primeiro norte do plano é o “Mascate Verde” e busca ampliar os espaços sustentáveis urbanos, com criação de parques e alamedas arborizadas, e aumento de espaços abertos. O segundo objetivo, “Mascate Conectada”, tem como foco o desenvolvimento de um sistema de transporte integrado que inclua transporte público moderno, caminhos para pedestres e ciclovias.
Em terceiro lugar no plano está “Mascate Produtiva” com objetivo de construir ambiente econômico dinâmico com 15 polos econômicos, que impulsionarão a contribuição de Mascate para a economia e a produtividade do país. “Mascate Vibrante” é o quarto pilar e busca proporcionar um estilo de vida moderno, com bairros integrados e orlas marítimas ativas. Estão previstos a construção de 313 mil habitações, a revitalização de nove áreas costeiras e o aumento da utilização de energias renováveis.
O quinto objetivo é “Mascate Resiliente e Segura” e propõe o desenvolvimento de infraestrutura avançara para aprimorar a sustentabilidade, reduzir as emissões de carbono e alcançar a neutralidade de carbono até o ano de 2050. Estão previstas, nesta seara, a construção de barragens, a expansão das redes de serviços e o aumento da eficiência na gestão dos recursos hídricos.
A área do plano diretor inclui zonas de proteção marinha e terrestre, áreas urbanas, partes da cordilheira de Al Hajar e uma rede de vales. Segundo a notícia da ONA, a elaboração do plano contou com ampla participação da comunidade e de instituições, com mais de seis mil participantes e mais de 90 entidades governamentais e privadas contribuindo por meio de reuniões, workshops e pesquisas.
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