Randa Achmawi
Cairo – O saldo do estande brasileiro na 40ª edição da Feira internacional do Cairo é positivo na opinião dos participantes. Na avaliação de Tamer Mansur, supervisor-geral da Central Islâmica Brasileira de Alimentos Halal (Cibal), as exportações de carne para o Egito e outros países da região podem aumentar em 30% nos próximos meses. "Estamos realmente muito otimistas, pois o nosso trabalho e os contatos estabelecidos durante a feira superaram nossas expectativas. Nunca a carne brasileira foi tão procurada", disse.
Segundo o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, que está no Cairo, as relações no setor de carnes melhoraram também na esfera institucional. "Estivemos reunidos com o presidente do sindicato dos importadores de carnes, Alaa Radwan, que nos fez uma série de propostas para melhorar ainda mais nosso relacionamento", disse Alaby. "Ele nos pediu, por exemplo, que buscássemos exportadores que pudessem vender em quantidades menores como um ou dois contêineres", acrescentou. A idéia, de acordo com ele, é permitir que um maior número de importadores egípcios tenham oportunidade de comprar carne brasileira.
De acordo com Alaby, o presidente do sindicato foi convidado a visitar o Brasil pelo diretor-geral da Cibal, Mohamed El Zobgi, que também esteve no encontro. "Ele aceitou o convite e nos disse que provavelmente irá ao Brasil em maio ou junho. Nós colocamos, evidentemente, a Câmara Árabe a disposição", acrescentou.
Informática
A Digitel, empresa brasileira da área de tecnologia da informação que participa da feira pela primeira vez, considerou sua missão cumprida. "Os objetivos foram realizados na medida em que nosso intuito é somente ter uma idéia e prospectar o mercado egípcio para nossos produtos", disse o representante da empresa, Beto Flesch.
De acordo com ele, no Egito, por exemplo, somente algumas empresas estão preparadas para comprar o produto que fabricam. "Nosso produto é bastante especifico, fabricamos modems ópticos para empresas da área de telecomunicações. Aqui as únicas companhias que se interessariam por eles seriam a estatal egípcia de telecomunicações, a Mobinil, a Vodafone e a Etissalat", disse Flesch.
Segundo ele, o processo de compra e venda deste produto é longo e complexo e em alguns casos pode durar mais de um ano. "O que estamos buscando aqui é uma empresa que sirva de parceiro local e que trabalhe como intermediário, pois na maioria do tempo nossos projetos são feitos em função das necessidades específicas dos clientes", explicou.
O estande brasileiro, segundo o analista de comércio exterior da Câmara Árabe, Zein El Abdine, recebeu mais de 450 visitantes nos últimos três dias. De acordo com ele, 120 contatos foram estabelecidos com empresas interessadas na importação de carne, alimentos manufaturados, sucos, máquinas agrícolas, madeira, açúcar, café e produtos petroquímicos.

