Emirados entram na rota de intercâmbio dos brasileiros

Segundo um estudo da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, país árabe foi o 18º destino mais procurado em 2017.

André Barros
andre.barros@anba.com.br

São Paulo – Os Emirados Árabes Unidos foram o 18º destino mais procurado por brasileiros interessados em fazer um intercâmbio no ano passado, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta). O país ficou à frente de alguns destinos tradicionalmente demandados pelos intercambistas brasileiros, como México, Holanda e Japão, entre outros.

O interesse dos brasileiros pelos Emirados é crescente, uma vez que, um ano antes, o destino árabe sequer aparecia na lista dos 40 países mais mencionados. “Os brasileiros estão buscando novos destinos e os Emirados trazem tanto o lado educacional como opções de turismo diferenciado”, afirmou a Belta, respondendo a questões enviadas por e-mail pela ANBA.

Entre as opções nos Emirados oferecidas por agências de intercâmbio brasileiras – majoritariamente em Dubai – estão cursos de idiomas, cursos preparatórios para exames, estágio, programas de trabalho no exterior, trabalho voluntário e programas para pessoas acima de 50 anos.

Os programas para maiores de 50, de acordo com a Belta, estão crescendo: em 2017, essa faixa de idade foi a que mais subiu, passando de 2,6% do total de intercâmbios em 2016, considerando todos os destinos, para 7,9% no ano passado. Os cursos de idiomas continuam sendo o programa mais realizado pelos brasileiros, sendo inglês e espanhol as línguas mais procuradas.

No total, 302 mil estudantes brasileiros fizeram intercâmbio no ano passado, um crescimento de 23% sobre 2016. Eles gastaram, em média, US$ 9.989, uma alta de 12% na mesma base de comparação. A Belta estima que o mercado brasileiro de intercâmbios movimentou de US$ 2,7 bilhões a US$ 3 bilhões em 2017.

Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Irlanda, nesta ordem, foram os destinos mais procurados entre os intercambistas brasileiros no ano passado.

Peter Muller/Cultura Creative/AFP

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