São Paulo – O engenheiro de sistemas de controle e elétrica Aws Alnabulsi, de 35 anos, concretizou, há dois anos, um objetivo: morar em São Paulo. Filho de pais palestinos, nasceu na Jordânia, onde viveu até os quatro anos, para, depois, se mudar para a Nablus, na Palestina, onde viveu até a faculdade. Depois, foi trabalhar no Vale do Silício, onde permaneceu por sete anos. É fundador e CEO da startup de tecnologia Coretava, que utiliza inteligência artificial para ampliar as ações de marketing dos seus clientes.
À ANBA, Alnabulsi contou que vivia em São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos, quando decidiu que era hora de se mudar e conhecer outros lugares. A primeira parada foi Santiago, a capital chilena, em 2019. Mas, mesmo antes de deixar os Estados Unidos, ele já tinha decidido que depois de uma temporada no Chile, viveria em São Paulo.
O interesse pelo Brasil surgiu quando ainda estava nos Estados Unidos. Ele teve a oportunidade de trabalhar com a empresa brasileira Vtex que, entre outras atividades, desenvolve plataformas de relacionamento com clientes e marketplaces. Foi em um evento desta empresa que ele viu o potencial do mercado brasileiro para o desenvolvimento de soluções digitais. “O Chile é um país pequeno, muito bom para começar uma empresa de tecnologia, mas para escala e tamanho o Brasil é melhor”, diz.
Para o Brasil trouxe a Coretava, uma startup criada em São Francisco que desenvolve sistemas de promoção de ações de marketing. O investimento mais recente da empresa é o TavyoOS, plataforma que utiliza inteligência artificial para que seus usuários desenvolvam ações de mídia e promoção dos seus produtos e serviços.
É, como a Coretava define, o “primeiro operador de receita com inteligência artificial do mercado” e pode reunir as ferramentas paras empresas operarem ações como vendas, atendimento e fidelidade. O Tavyo consumiu US$ 4 milhões. O momento da empresa é de expansão: busca US$ 5 milhões para investimentos em tecnologia e crescimento preferencialmente dentro do mercado latino-americano.
Mesmo imerso nos investimentos e no crescimento da sua empresa, Alnabulsi mantém ativos seus laços com a Palestina. A Coretava tem 11 funcionários no escritório em São Paulo, dez que trabalham de suas casas na Palestina, um no México, um no Chile e um no Peru.
“Agora, os funcionários da Palestina estão remotos, não podem ir ao escritório e trabalham de casa”, diz. “É para ajudar as pessoas [que contrato profissionais palestinos]. E o trabalho com a equipe brasileira é positivo, as culturas são muito similares, aqui há muita diversidade, muito árabes”, diz.


