Da Agência Sebrae
Rio de Janeiro – As micro e pequenas empresas estão otimistas com os Jogos Pan-americanos, que serão realizados no Rio de Janeiro de 12 a 19 de julho. Essa foi uma das conclusões de uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentada esta semana.
Na região metropolitana do Rio, 62,7% das empresas consultadas esperam impacto bom ou muito bom nos negócios. No interior, que tende a perceber menos diretamente os impactos positivos do Pan, este percentual cai para 32,5%. As micro e pequenas empresas respondem por 98,5% dos estabelecimentos e geram 40% dos empregos formais no estado.
Nas entrevistas realizadas em março, os empresários também foram convidados a opinar sobre o que poderia ser feito para potencializar os benefícios dos jogos. O aumento na segurança foi apontado por 34,6% como o principal fator, seguido de maior divulgação (30,8%), licitações e oportunidades de negócios direcionados para o segmento (17,6%), melhoria da infra-estrutura (10,2%), realização de eventos em outras cidades do estado (3,7%) e utilização de mão-de-obra (3,1%).
"É sem dúvida um desafio e tanto a realização desse evento no Rio. Os Jogos Pan-americanos movimentarão um capital humano e financeiro espetacular para a cidade. Os empresários cariocas devem saber aproveitar esse leque de oportunidades que vai se abrir", afirmou o superintendente do Sebrae/RJ, Sérgio Malta. A estimativa da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (RioTur) é de que a cidade receba entre 553 mil e 626 mil visitantes para o evento, entre turistas e delegações.
A pesquisa atingiu 312 estabelecimentos de 35 segmentos dos setores de comércio e serviços. Essas empresas fazem parte da base da pesquisa Índice de Desempenho (IDES), realizada mensalmente pelo Sebrae/RJ e FGV para medir faturamento, pessoal ocupado e massa salarial em MPEs empregadoras do estado.
Segundo os dados coletados em março, as empresas tiveram um aumento de 5,6% de faturamento, que chegou a R$ 3,93 bilhões, e um crescimento de 1,5% na massa salarial, o que representa uma injeção de R$ 889 milhões na economia em remuneração para seus funcionários, e foram gerados 18,9 mil novos empregos.
Também foram divulgados os dados do Índice de Dinamismo (IDIN), mensurado trimestralmente, e resultado de uma metodologia desenvolvida pelo Sebrae/RJ e FGV para avaliar a evolução de medidas associadas ao aumento da competitividade dessas empresas. O índice registrou uma ligeira redução para 16,8 pontos em relação ao último trimestre de 2006 quando ficou com 19,2 pontos, resultado atribuído a uma queda tradicional neste período, em que não costuma receber grandes investimentos.
De acordo com o IDIN, ações de apoio social ou de prevenção ambiental são realizadas por 27,8% das empresas; 20,5% fizeram inovações em produtos e processos; 18,8% investiram em máquinas e equipamentos; 14,9% capacitaram sócios e empregados; 14,4% participaram de ações de associativismo e 8,5% introduziram aplicativos de tecnologia de informação (TI).
O Índice de Confiança nos Negócios (ICON), que visa captar a expectativa futura das empresas nos próximos seis meses, atingiu 69,5%, revelando que os micro e pequenos empresários do estado continuam otimistas.

