São Paulo – Os Emirados Árabes Unidos passam por um bom momento econômico, mas precisam administrar a dívida das estatais. Essas são algumas das conclusões a que chegou uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao país concluída nesta quarta-feira (16). O levantamento do Fundo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Emirados cresceu 4,9% em 2011, graças ao aumento de preço e produção do petróleo e ao crescimento asiático.
Embora reconheça que a reestruturação da dívida da holding Dubai World foi concluída, o FMI alerta que “muitas outras empresas governamentais encrencadas” ainda renegociam seus débitos. A Dubai World impôs uma moratória aos seus credores no final de 2008, o que abalou a economia do emirado.
“Endividamento de estatais, necessidade de refinanciamento e dependência de financiamento externo continuam altos, com aproximadamente US$ 30 bilhões em dívidas de estatais com vencimento neste ano e uma quantidade significativa para vencer em 2014 e 2015”, afirma o documento do FMI, que também pede “aumento de transparência” e “melhorias na governança corporativa” dessas empresas.
O FMI acredita que o setor imobiliário vai continuar, em 2012, com preços abaixo do valor de mercado. Esse é um dos motivos que fizeram com que a inflação não atingisse 1% em 2011, nem que ela subirá mais do que 1,5% em 2012.
Para este ano, o FMI prevê alta de 2,3% do PIB, estimulada, principalmente, pelos setores não petrolíferos, que deverão crescer, em média, 3,5%. Já a indústria petrolífera, que cresceu 9,2% em 2011, deverá ficar estável em 2012.
As áreas não ligadas ao petróleo cresceram, em média, 2,7% em 2011, com destaque para os segmentos de turismo, comércio e logística. O FMI afirma que o setor bancário permanece capitalizado e lucrativo, mesmo com aumento da inadimplência e das provisões.

