São Paulo – A economia da Somália deverá crescer 2,3% neste ano, de acordo com as estimativas divulgadas na segunda-feira (5) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), porém o país do Norte da África precisa enfrentar desafios que ameaçam o seu crescimento. Uma delegação do fundo, liderada pela subchefe do Departamento de Oriente Médio e Ásia Central, Ran Bi, se reuniu com autoridades somalis em Nairóbi, no Quênia, entre 21 de setembro e 1 de outubro.
De acordo com o relatório das contas do país divulgado pelo fundo, o país sofreu desafios “significativos” nos últimos meses, com cortes na ajuda externa, choques climáticos severos e recorrentes e efeitos colaterais do conflito no Oriente Médio. Tal cenário deverá levar um crescimento econômico de 2,3% neste ano, de 2,7% no ano que vem e de 4% no médio prazo. A inflação estimada para 2026 é de 6,5% em razão da seca prolongada e das interrupções no comércio.
“Os riscos de curto prazo são elevados, incluindo choques climáticos mais severos, a retomada de conflitos regionais, novos cortes na ajuda [externa] e desafios internos. O apoio contínuo dos doadores é crucial, especialmente se os riscos negativos se materializarem”, afirma o documento do fundo.
O FMI afirmou que a Somália precisa continuar com as reformas estruturais da sua economia, manter a disciplina orçamentária e conter o déficit. Para 2027, afirmou a instituição financeira, as autoridades locais deverão ampliar a arrecadação de receitas e cortar despesas, mesmo com uma necessidade de gastos maiores com segurança.
O FMI avaliou, ainda, que as reformas fiscais estão avançando, com aumento da fiscalização aduaneira, do imposto de renda e aumento de receitas não tributárias. Segundo o fundo, estão em curso esforços para aprimorar a gestão da dívida e a transparência.


