São Paulo – Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) visitou o Sudão de 29 de abril a 08 de maio com o objetivo de avaliar a economia do país dentro de um Programa de Apoio Monitorado (SMP, na sigla em inglês) lançado este ano. O representante do Fundo no Sudão, Lodewyk Erasmus, informou nesta sexta-feira (09), segundo comunicado da instituição, que “dados preliminares sugerem que o desempenho econômico no primeiro trimestre de 2014 melhorou conforme as projeções feitas dentro do SMP”.
Ele acrescentou que a inflação acumulada em 12 meses caiu para 35,7% no período encerrado em março, ante 41,9% no período terminado em dezembro de 2013. As reservas em moeda estrangeira cresceram 3,2% e a liquidez, 6,7%. O déficit fiscal ficou em 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 0,5% no primeiro trimestre do ano passado. Erasmus ressaltou que a maior parte das metas estabelecidas pelo SMP para o primeiro trimestre foram atingidas.
O programa do FMI tem por objetivo auxiliar o Sudão a promover reformas. A situação econômica do país deteriorou após a separação do Sudão do Sul, em 2011. A missão observou que a diferença entre o câmbio oficial e o paralelo aumentou em função das incertezas sobre as receitas do transporte do petróleo produzido no Sudão do Sul, onde ocorre conflito interno armado, do cenário político do próprio Sudão, que tem eleição presidencial marcada para o próximo ano, e da instabilidade do mercado de câmbio.
Quando da separação do país, o Sudão perdeu boa parte das suas reservas de petróleo para o Sul e, consequentemente, passou a ter dificuldade em acumular moeda estrangeira. O FMI recomenda que o governo sudanês flexibilize o câmbio para tentar restaurar a competitividade da produção nacional e incentivar as exportações, e evite a perda de reservas internacionais, entre outras medidas.
Segundo ele, “resolver o déficit externo insustentável do Sudão é importante” para reduzir o impacto da separação do Sul, viabilizar a implementação de programas de redução da pobreza e para promover o crescimento inclusivo. Nesse sentido, o Fundo elogiou ação no sentido do país conseguir perdão ou redução de suas dívidas junto a credores externos por meio de um comitê tripartite formado por Sudão, Sudão do Sul e União Africana.

