São Paulo – No Brasil, elas são vistas vestindo celebridades como a atriz Taís Araújo e a apresentadora Angélica. No exterior, estão nas araras das mesmas maisons e butiques que vendem Chanel e Dolce & Gabanna. São as roupas da grife mineira de moda feminina GIG, que ganharam reconhecimento mundo afora pela criatividade e alto padrão em tricô e, atualmente, têm no Oriente Médio o seu maior mercado lá fora.
As criações são da estilista Gina Guerra e o grande diferencial é o desenvolvimento de peças em tricô com alfaiataria e design, além de matérias-primas diferenciadas e nobres como fios de viscose. “O Oriente Médio é nosso grande mercado, uma região que tem desenvolvimento, dinheiro e diversidade, várias culturas diferentes. Eles também têm desejo de consumir coisas bacanas e diferenciadas”, explica Patricia Schettino, sócia da GIG juntamente com Gina.
A grife exporta atualmente para cerca de 20 países, entre os quais estão Arábia Saudita, Líbano, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Ela já chegou também a vender para a Jordânia. De acordo com Patricia, 30% da exportação vai para a região. Mas a GIG chega ainda a países como Japão, Estados Unidos, Inglaterra, Argentina, Nova Zelândia e África do Sul.
A empresária conta que, apesar da cotação desfavorável do dólar, há planos de aumentar a exportação, inclusive para o mundo árabe. “Estamos importando um novo tear”, conta Patricia, ressaltando que o aumento de produção deve ir para a exportação. Há, inclusive, perspectivas de negócios com uma rede japonesa de 150 butiques, que devem sair depois que a crise deflagrada no país pelo terremoto e tsunami passar. A empresária espera também, por parte do governo brasileiro, medidas de desoneração do setor, que devem favorecer exportações.
A GIG tem sua fábrica em Belo Horizonte, capital de Minas, e produz entre mil e 1,5 mil peças ao mês. A exportação consome entre 20% a 25% da produção. Patricia afirma que a produção é pequena, já que a grife trabalha tanto com máquinas de última geração, importadas da Alemanha, como com o serviço manual. Parte do trabalho, como os bordados, crochê e macramê, por exemplo, é feita a mão.
O começo
A GIG foi criada há cerca de 10 anos com outro nome e para produzir para terceiros. Há seis anos, porém, as sócias resolveram se voltar para a produção própria e criaram a empresa e a marca GIG. Hoje, elas atendem outras marcas apenas em um ou outro projeto. Gina Guerra é graduada em estilismo e faz parte da mesma geração de profissionais mineiros que Ronaldo Fraga. Patricia é formada em Comércio Exterior e trabalhou, por 15 anos, em multinacional do setor siderúrgico.
As roupas da GIG são vendidas pelo preço médio de US$ 450 no Brasil. No exterior, eles variam de acordo com as taxas de importação do país para produtos de confecção. A grife passou a produzir, além de roupas para mulheres adultas, também peças para meninas de dois a 12 anos, sob a marca Mini GIG.
Contato
GIG
Site: www.gigbrasil.com.br
Telefone: +55 (31) 334-6203

