Abu Dhabi — O Departamento de Cultura e Turismo de Abu Dhabi anunciou que o Guggenheim Abu Dhabi será inaugurado em 11 de dezembro de 2026, reforçando a posição do emirado como uma das principais capitais mundiais das artes.
Dedicado à arte moderna e contemporânea, o Guggenheim Abu Dhabi será um espaço de encontro e intercâmbio, que buscará promover, por meio da arte, uma comunidade global mais conectada e diversa. O museu tem identidade e visão próprias, moldadas pelo cenário artístico de Abu Dhabi. Foi concebido para refletir as histórias dos Emirados Árabes Unidos e de outras partes do mundo, além de despertar nas novas gerações a curiosidade pela arte moderna e contemporânea.
O museu passará a integrar o conjunto crescente de instituições culturais do Distrito Cultural de Saadiyat, que inclui o Louvre Abu Dhabi, o Museu Nacional Zayed, o Museu de História Natural de Abu Dhabi e o teamLab Phenomena Abu Dhabi. A concentração dessas instituições consolida o distrito como um dos principais polos culturais do mundo. Parte da rede Guggenheim, que reúne museus em Nova York, Veneza e Bilbao, a unidade de Abu Dhabi terá uma identidade própria, moldada pelo legado do emirado, em uma região que há milênios ocupa uma posição central nas rotas de comércio e intercâmbio cultural.
“O Guggenheim Abu Dhabi representa um momento decisivo em nossa trajetória cultural. O museu reflete a convicção, há muito defendida pelo emirado, de que a cultura é a ponte mais duradoura entre os povos e um dos fundamentos das sociedades voltadas para o futuro. Ele oferece novas perspectivas sobre a arte moderna e contemporânea e dá visibilidade à produção artística de diferentes partes do mundo”, afirmou Mohamed Khalifa Al Mubarak, presidente do Departamento de Cultura e Turismo de Abu Dhabi.
“Como elemento essencial do Distrito Cultural de Saadiyat, o museu criará novas oportunidades de aprendizagem, criatividade e intercâmbio cultural, inspirando as futuras gerações a explorar seu próprio potencial. Todos poderão se reconhecer nas histórias apresentadas pelo museu e entrar em contato com ideias e vozes artísticas de todo o mundo”, acrescentou.
“A Fundação Guggenheim tem orgulho e satisfação de manter uma parceria de longa data com o Departamento de Cultura e Turismo de Abu Dhabi na criação de um museu de arte contemporânea de grande alcance e ambição”, afirmou Mariët Westermann, diretora e CEO da Fundação Solomon R. Guggenheim.
“O acervo do museu será, ao mesmo tempo, local e global, centrado na região, mas com obras de todos os continentes. Por meio das histórias que contará e estimulará, o Guggenheim Abu Dhabi será uma fonte de descoberta, um ponto de conexão e um espaço de curiosidade e alegria para pessoas dos Emirados Árabes Unidos e de todo o mundo”, disse.
Concebido como uma plataforma de diálogo, o museu reunirá diferentes perspectivas, regiões e gerações por meio da arte moderna e contemporânea. O acervo abrangerá diversas linguagens, como pintura, escultura, instalação, fotografia, imagem em movimento e novas mídias, apresentando a arte como uma conversa dinâmica e em constante transformação através do tempo e do espaço.
O Guggenheim Abu Dhabi refletirá o papel do emirado como incentivador da inovação artística e da produção criativa, promovendo conexões entre artistas, ideias e públicos. Com o visitante no centro da experiência, o museu oferecerá um percurso aberto à exploração, construído por narrativas interligadas de tempo, lugar e tema.
Projetado pelo arquiteto Frank Gehry, vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura, o museu está localizado na Ilha Saadiyat, em Abu Dhabi, em um ponto de encontro entre a terra e o mar. O edifício foi concebido como um marco arquitetônico ligado à paisagem local, capaz de oferecer novas perspectivas e convidar o público a participar do percurso curatorial.
A arquitetura do Guggenheim Abu Dhabi será parte integrante da experiência artística, prolongando o percurso dos visitantes por espaços interligados. O projeto combina uma presença externa marcante com uma experiência interna imersiva. O edifício terá 30 galerias distribuídas pelo interior e conectadas por um átrio central, além de dez estruturas cônicas que se destacam em sua silhueta. Nove serão revestidos por uma malha de aço inoxidável, e uma, por ônix e vidro.
Com até 88 metros de altura, os cones permitirão ventilação natural e oferecerão sombra, aumentando a eficiência energética do edifício e definindo seu perfil arquitetônico.
O museu terá 11,6 mil metros quadrados de galerias internas e 23 mil metros quadrados de áreas externas para exposições. A área total construída será de 80 mil metros quadrados, dimensão adequada ao tamanho, à variedade de linguagens e ao caráter experimental da produção artística desde 1960.
Leia também:
A cada visita, um novo Louvre Abu Dhabi


