São Paulo – O mercado de imóveis de luxo está em alta como investimento internacional, o que resultou em aumento de 4,3% nos preços dos imóveis deste tipo dos Emirados nos primeiros três trimestres deste ano, segundo matéria divulgada pelo jornal Emirates Business 24/7, citando relatório publicado pela consultoria imobiliária britânica Knight Frank.
"Imóveis de luxo nas principais cidades ao redor do mundo manterão sua reputação de porto seguro, mas devem atrair menor número de investidores especulativos em busca de ganhos em curto prazo", diz o chefe do departamento de pesquisas residenciais da Knight Frank, Liam Bailey. O estudo da organização indica Abu Dhabi, a capital dos Emirados, como principal região para maior demanda por novos imóveis de luxo no futuro.
Em segundo lugar na lista vem o Japão (sem definição de cidades específicas), Milão, Barcelona, Viena, Munique, Estados Unidos (principalmente Los Angeles e o estado da Flórida), África (nos parques de safari), Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) e Canadá (Montreal e Vancouver).
"Nos últimos três anos, investidores tem visto o setor de imóveis de luxo nas principais cidades do mundo como ‘portos seguros’. Para se proteger de problemas com dívida soberana e incertezas geopolíticas, investidores buscam a estabilidade dos imóveis de luxo nas principais cidades grandes", diz o estudo.
Esta tendência global gera boas oportunidades para os imóveis de luxo de Dubai, Abu Dhabi e dos outros emirados que formam o país árabe. O relatório acrescenta que o setor de imóveis de luxo não só recuperou-se bem da crise de 2008, como também apresentou grandes ganhos no período.
O relatório fornece exemplos de cidades nas quais o preço de imóveis na área continua a crescer, como, por exemplo, Londres, onde os preços já estão 37% mais elevados do que no auge da crise, Nova York, que apresentou crescimento de 25%. Já em Hong Kong, a expansão já soma 72% na comparação com o preço mais baixo no período de crise, enquanto as expansões em Xangai e Mumbai foram respectivamente 115% e 220%.
No caso de Dubai, em um dos projetos, o Al Barari, não houve mudança de participantes no projeto, então os preços permanecem próximos ao valor de 2007, antes da crise. "Notamos um claro aumento nas compras de residências avaliadas em mais de 5 milhões de dirhans (US$ 1,4 milhão), mas o aquecimento principal está na área de imóveis avaliados em mais de 15 milhões de dirhans (US$ 4 milhões)", disse David Terry, gerente de Imóveis de Luxo na Luxhabitat, empresa que vende imóveis no Al Barari.
"Entre as razões para este movimento estão os crescentes impostos sobre fortunas em países desenvolvidos, o que resulta em busca por locais que sejam vistos como estáveis para investimento de seu dinheiro”, declarou Terry.
O condomínio de luxo Al Barari recentemente entregou a primeira fase do empreendimento, com 189 mansões prontas (das quais 95% já estão vendidas). "Com mais de 80% de área verde no Al Barari, criamos uma comunidade única misturando luxo e sustentabilidade em uma área de tranquilidade impar", declarou o diretor presidente da Al Barari, Mohammed Zaal.
Segundo o executivo, consumidores atualmente buscam oportunidades que aliem preservação ambiental com uma sensação de comunidade agradável. Ele acrescenta que algumas pessoas estão dispostas a pagar mais de 20 milhões de dirhans (US$ 5 milhões) por isso. Para promover as vendas do setor, recentemente foi promovida a Feira de Imóveis de Luxo de Londres, na qual participaram empresas e empresários do mundo todo.
*Tradução de Mark Ament

