São Paulo – Importadores de frutas de seis países, entre os quais três nações árabes, vão conhecer mais de perto a produção brasileira na área, além de torcer na Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (12) no Brasil. No total, 12 compradores internacionais foram convidados para viajar ao País durante o campeonato como parte do Projeto Copa do Mundo, realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). O organismo está executando a iniciativa em parceria com diversas entidades setoriais brasileiras.
No caso dos importadores de frutas, a ação é levada adiante pela Apex com o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf). Os dois já são parceiros no projeto de fomento às exportações chamado Brazilian Fruit. Para a Copa do Mundo foram convidados representantes de empresas do Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Itália, Estados Unidos e Inglaterra. As importadoras árabes presentes serão a Labty, do Kuwait, com dois representantes, a Food Vending, da Arábia Saudita, com duas pessoas, e a Think Food, dos Emirados Árabes, também com dois profissionais.
Esses compradores passam alguns dias no Brasil conhecendo fazendas de frutas, seus centros de embalagens, escritórios e depois assistem a um jogo da Copa. Para o jogo de abertura já estão no País os kuwaitianos, segundo o gerente de projetos do Ibraf, Paulo Passos Filho. Eles já estiveram em contato com produtores de frutas. Em um jogo das oitavas de final serão recebidos importadores italianos, em outro, das quartas de final, norte-americanos e ingleses. Os compradores dos Emirados e Arábia Saudita estarão no País durante as quartas de final.
Filho acredita que a iniciativa trará benefícios para o segmento. Segundo ele, foi feita ação semelhante durante a Copa das Confederações, que ocorreu no ano passado no Brasil. “Tivemos uma experiência gratificante na Copa das Confederações. Fizemos isso e os resultados foram fantásticos. Ocorreram negócios até no período (dos jogos) e com perspectivas muito grandes (de futuras vendas)”, afirma o gerente. Segundo ele, o projeto cria algo mais, cria uma experiência para o importador, e tem aquele “olho no olho” de que os árabes gostam.
O mercado árabe é um dos prioritários do Ibraf, no projeto Brazilian Fruit. E o objetivo da iniciativa não é vender apenas frutas frescas, mas também produtos processados como sucos de frutas e polpas. Tanto que o projeto participou da Gulf Food, feira da área de alimentação, em Dubai, no começo deste ano, e vem fazendo ações contínuas voltadas para a região. “Participamos da feira, agora estamos trazendo compradores, é um processo que não pode ter início e término, é de curto, médio e longo prazo”, afirma o gerente de projetos do Ibraf.
As exportações de frutas brasileiras para os países árabes vêm crescendo. Elas aumentaram 41% em 2013 na comparação com 2012 e chegaram a 13,79 mil toneladas, segundo dados do Ibraf. O volume gerou uma receita de US$ 11,89 milhões, um aumento de 54% em relação ao ano anterior. No total, o Brasil exportou 711,86 mil toneladas de frutas no ano passado, um aumento de 2,72% em relação a 2012. Em receitas, as vendas externas geraram US$ 657,52 milhões, um crescimento de 6,26% na mesma comparação.


