São Paulo – O cultivo de produtos orgânicos cresceu 15% no ano passado nos Emirados Árabes Unidos. Segundo matéria publicada pelo jornal The National, de Abu Dhabi, citando dados do Ministério do Meio Ambiente e Água, foram produzidas no país mais de cinco mil toneladas de orgânicos e o volume continua a crescer.
Para Becky Balderstone, fundadora do Ripe, mercado de produtos orgânicos de Dubai com inauguração prevista para setembro, o futuro é promissor. "O setor nos leva às nossas raízes. Estamos cultivando localmente e apoiando os produtores locais", declara Balderstone. A produção tem vantagens na área ambiental pois não usa agrotóxicos.
Os alimentos representam mais de 80% das importações dos Emirados. O país importou o equivalente a 255,5 bilhões de dirhans (US$ 69,5 bilhões) no ano passado. A expectativa é de que o consumo de alimentos cresça cerca de 5% até 2014, o que significa que o país terá de importar ou produzir mais. As plantações de orgânicos devem ajudar a fechar essa conta. "Os consumidores não sabem que há verduras disponíveis na região", afirma Balderstone.
Na contramão, em alguns mercados ocidentais a produção orgânica vem caindo. No Reino Unido atualmente apenas 51 mil hectares são cultivados organicamente, contra um pico de 158 mil hectares em 2007. Segundo a Associação da Terra, organização britânica de certificação orgânica, o faturamento do setor também apresentou queda de 2,1 bilhões de libras esterlinas (US$ 3,2 bilhões) em 2008 para 1,84 bilhão de libras (US$ 3 bilhões) em 2009 e 1,73 bilhão de libras (US$ 2,85 bilhões) no ano passado.
Segundo o jornal de Abu Dhabi, a razão para a queda é o crescente preço de alimentos no mercado global, influenciando o mercado dos orgânicos, que tradicionalmente são mais caros do que os outros alimentos.
*Tradução de Mark Ament e Gabriel Pomerancblum

