São Paulo – A economia da Jordânia deve acelerar este ano e registrar um crescimento de 3%, contra 2,4% em 2015, caso não haja aprofundamento dos conflitos em países vizinhos. As informações constam de relatório divulgado esta semana pelo Banco Mundial e foram reproduzidas pela agência de notícias jordaniana Petra.
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Jordânia em 2015 foi o menor dos últimos quatro anos, o que contribuiu para aumentar o desemprego, que já estava num patamar alto. De acordo com a Petra, o relatório do Banco Mundial traz estimativas semelhantes às apresentadas recentemente pelo Banco Central do país.
No ano passado, o impacto dos conflitos regionais afetou setores como o turismo, construção, investimentos e comércio exterior. O desemprego chegou a 13%, um aumento de 1,1 ponto percentual em relação a 2014.
Houve relaxamento da política monetária, com redução da taxa de juros, frente a uma pequena deflação, e aumento das reservas internacionais para US$ 14,2 bilhões no final de 2015. Ocorreu ainda redução do déficit fiscal.
O déficit em conta corrente, porém, cresceu em função da redução das receitas do turismo e outros fatores.
A aceleração prevista para 2016 tem como base a expansão de atividades como mineração e a eventual melhora de setores como turismo e construção.
Há também expectativa de assinatura de um acordo de Extended Fund Facility (EFF) com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Este tipo de crédito é destinado a países com baixo crescimento e desequilíbrios no balanço de pagamentos. O Banco Mundial avalia que este empréstimo levará a um ajuste fiscal e à redução da relação dívida/PIB.


