Beirute – Os libaneses querem que o Brasil seja um dos investidores externos do seu país. A mensagem foi transmitida à delegação brasileira que se encontra no país árabe, nesta sexta-feira (16) pela manhã, pelo ministro da Economia e Comércio, Mohammad Safadi. A autoridade libanesa e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil, Miguel Jorge, que lidera a missão ao país, abriram as rodadas de negócios entre empresários brasileiros e libaneses, no espaço de convenções do Hotel Habtoor, em Beirute.
De acordo com entrevista de Safadi à ANBA, o Líbano tem várias oportunidades de investimentos para empresas brasileiras, em áreas como infraestrutura, água e indústria. O ministro falou que o país tem zonas francas, de onde os produtos saem livre de taxação e que as empresas brasileiras poderiam se beneficiar disso. “O Líbano é o portão de entrada para o mundo árabe”, disse Safadi, lembrando que o seu país é uma boa base para vender à região.
Segundo Safadi, os números do comércio entre o Brasil e o Líbano são muito pequenos, mas têm potencial para crescer. No ano passado, por exemplo, os brasileiros faturaram US$ 310 milhões no comércio com os libaneses, principalmente com vendas de carne bovina, gado em pé, café e ferro. Já o Líbano exportou US$ 1,4 milhão ao Brasil, com produtos como monofilamentos de plástico, mármores e maquinas para panificação.
O ministro afirma que o Brasil poderia comprar do Líbano alimentos, medicamentos e produtos tradicionais do país. “O Brasil é um grande mercado”, disse o ministro. Ele lembrou, no entanto, que os laços entre Brasil e Líbano vão além do comércio, em função da forte presença de libaneses e seus descendentes no Brasil. “Nossas relações transcendem os negócios”, disse Safadi à reportagem da ANBA. O ministro Miguel Jorge afirmou ao público de empresários que existem no Brasil oito milhões de pessoas de origem libanesa.
*A jornalista viajou a convite do MDIC

