São Paulo – A Líbia, país árabe do Norte da África, está aberta a empresas internacionais que prestam serviços em áreas como construção, engenharia, rodovias. A nação árabe também deve incrementar os seus projetos agrícolas e poderá contar com parceiros internacionais para isso. As informações foram repassadas à ANBA pelo embaixador da Líbia em Brasília, Salem Omar Ezubedi, em passagem por São Paulo.
Ezubedi visitou a sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, na capital paulista, ontem (12) após participar, na segunda-feira (11) do seminário “África: Fórum de Negócios e Investimento”, no qual foram discutidas oportunidades de investimentos e negócios para brasileiros no continente africano. Empresas brasileiras que já atuam em países africanos, como a construtora Odebrecht e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), contaram suas experiências.
O embaixador Ezubedi afirmou que a Líbia está fazendo muitos investimentos em infra-estrutura. De acordo com ele, o país fez uma série de construções após a revolução de 1969 e agora precisa renova-las pois já estão antigas. Nesse processo, conta ele, as empresas internacionais estão participando, já que o país vem abrindo sua economia. A participação, segundo ele, é determinada pela competitividade de cada companhia.
O diplomata também afirmou que o projeto The Great Man-Made River, pelo qual o país transporta água do deserto por meio de um rio artificial, deve ter sua parte agrícola incrementada e a Embrapa poderia ser uma parceira para isso. O rio hoje abastece comunidades líbias, com água para o consumo, e também projetos de irrigação agrícola, o que deve aumentar daqui por diante. O escritório da Embrapa na África já manifestou sua intenção de participar do projeto com repasse de tecnologia agrícola.
Ezubedi afirmou que a África é hoje uma nova fronteira, tem recursos naturais, mão-de-obra, terras. Por isso, segundo ele, seria interessante para o continente ter a parceria de países como o Brasil para o desenvolvimento local. O embaixador lembrou que esse tipo de cooperação faz parte da estratégia de cooperação sul-sul e que é intenção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva aumentar a relação entre o Brasil e a África.
*Colaborou Mark Ament

