São Paulo – A Líbia, país árabe do Norte da África, pretende contratar empresas estrangeiras de segurança para proteger as suas fronteiras, equipar e desenvolver as suas Forças Armadas, diz notícia publicada na terça-feira (24) na agência africana Panapress, com base nas declarações do porta-voz do Ministério da Defesa da Líbia, Abdelrazzak Al-Chahaibi.
Segundo a fonte, o ministro da Defesa, Abdallah Al-Thiéni, teve contato com algumas companhias do exterior especializadas em proteção de fronteiras e em função disto o país recebeu ofertas de serviços. Chahaibi lembrou que a Líbia tem acordos com países vizinhos como Egito, Sudão, Chade e Níger para a construção de equipamentos comuns na área.
O Ministério da Defesa da Líbia também lançou um novo apelo às comunidades tribais líbias para que elas ajudem e cooperem na campanha para recuperar armas da corporação que se encontram fora do controle das Forças Armadas. O objetivo, segundo informações publicadas na Panapress, é garantir a segurança em todo o território nacional líbio.
A Líbia está em processo de adaptação a uma nova realidade política desde meados de 2011, quando o ditador Muamar Kadafi, que liderava o país desde 1969, foi deposto e morto. O país foi assumido por um governo de transição e no ano passado formou um novo parlamento e elegeu um primeiro-ministro. O pontapé das mudanças no país começou por protestos populares, o que ocorreu em várias nações da região, na chamada Primavera Árabe.
A economia da Líbia depende principalmente do petróleo, que gera 95% da receita de exportação e movimenta 80% do Produto Interno Bruto do país. A Líbia tem saída para o Mar Mediterrâneo e 982 quilômetros de fronteira terrestre com a Argélia, 1,05 mil com Chade, 1,1 mil com o Egito, 354 quilômetros com o Níger, 383 quilômetros com o Sudão e 459 quilômetros com a Tunísia.


