Isaura Daniel
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São Paulo – O Brasil quer chamar a atenção na Beautyworld Middle East, feira do setor de beleza, cosméticos e perfumaria que ocorre entre 18 e 20 de maio em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Na edição deste ano, além da presença de 15 empresas nacionais como expositoras, será organizado um lounge com a cara do Brasil. Nele haverá música, gastronomia, café, jóias, moda e artesanato. Tudo bem brasileiro. Modelos vestidas por uma estilista baiana circularão pela feira mostrando cosméticos nacionais.
“O brazilian lifestyle é bem visto lá fora. O Brasil é o país da paz, da alegria, as mulheres são vistas como bonitas. Resolvemos usar um pouco disso, que temos por natureza, como argumento comercial”, explica Silvana Gomes, analista de comércio exterior da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). A associação é organizadora das ações, com apoio de entidades como a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Câmara de Comércio Árabe Brasileira.
Essa é a primeira vez que a Abihpec promove ações deste tipo na mostra, da qual participa levando empresas desde 2004. O lounge, chamado de Brazilian Lifestyle Lounge, terá 60 metros quadrados. Os produtos, como o café, as jóias, a moda e o artesanato, não ficarão sistematicamente expostos no local, mas farão parte do ambiente. “O artesanato, por exemplo, vai estar decorando o ambiente, as recepcionistas vão usar roupas, calçados e jóias com pedras brasileiras”, explica Silvana.
Na outra ação, chamada Beauty Queen, duas modelos vão circular pela mostra portando almofadas, nas quais estarão expostos cosméticos nacionais, como se fossem jóias. Serão mostrados os produtos de quatro empresas brasileiras do setor: L’acqua di Fiori, Nunaat, Skala e Never. As modelos serão vestidas pela estilista baiana Márcia Ganem, com vestidos “bem brasileiros”, segundo Silvana. Márcia tem mais de 10 anos de experiência no mercado nacional e internacional e faz um trabalho que congrega moda, arte e joalheria, com aplicação de pedras semipreciosas e uso de fibra poliamida nas roupas.
Os produtos que farão parte do lounge não estarão expostos de forma comercial, mas catálogos e cartões de contatos para compra deles serão distribuídos a possíveis interessados. Silvana explica que a idéia é abrir espaço também para outros setores brasileiros. Dubai, explica a analista, é um mercado próprio para este tipo de ação. Os importadores locais, diz ela, normalmente não distribuem apenas cosméticos, mas também outros produtos ligados ao setor de beleza e moda de forma conjunta.
O Brasil também terá, na Beautyworld Middle East, espaço para as empresas nacionais. Neste ano participam da mostra Amazônia Natural, Betulla, Bonyplus, GUF, Kanechom, L’acqua di Fiori, Nazca, Neotrat, Never, Nunaat, Phytophilo, Quasar Esthétique, Skala, Sther Cosméticos e Vyvedas. Elas vão levar as últimas novidades do segmento para o mercado árabe. O Brasil já exporta cosméticos para a região, para países como Emirados, Arábia Saudita, Catar, Egito, Iêmen, Iraque, Líbano, Jordânia e Síria.
No ano passado as exportações gerais de produtos de higiene, perfumaria e cosméticos somou US$ 537,5 milhões, segundo dados da Abihpec. Elas cresceram 165% entre os anos de 2003 e 2007. No mercado interno, a indústria fez vendas 7,4% maiores no período, em volume, e 15% maiores em faturamento. O Brasil é o terceiro maior consumidor mundial de cosméticos. Até 2010 as indústrias devem investir US$ 100 milhões para aumentar sua capacidade, segundo projeções da Abihpec.

