Lucro da Saudi Aramco cai, mas é de US$ 16,6 bi

Petrolífera saudita teve queda de 25% nos ganhos no primeiro trimestre, mas mesmo assim valor foi alto e distribuição de dividendos alcançou US$ 13,4 bilhões.

Da Redação
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São Paulo – Os ganhos da petrolífera saudita Saudi Aramco recuaram 25% no primeiro trimestre deste ano frente ao mesmo período de 2019, mas ainda assim ficaram em US$ 16,6 bilhões, segundo informações divulgadas pela empresa em seu site nesta terça-feira (12). Nos primeiros três meses do ano passado, a companhia teve lucro de US$ 22,2 bilhões.

A Saudi Aramco é a maior empresa petrolífera do mundo em tamanho de produção e reservas de petróleo. A empresa convive com os preços do petróleo num dos patamares mais baixos dos últimos cincos anos. Apesar disso, a Saudi Aramco anunciou que pagou dividendos de US$ 13,4 bilhões aos acionistas e que pagará mais US$ 18,75 bilhões no segundo trimestre.

Em seu relatório, a petrolífera informou que obteve lucros sólidos e forte fluxo de caixa, combinado com desempenho operacional confiável, apesar das perturbações econômicas e da volatilidade dos preços globais das commodities. Ela  afirma que cumpriu a distribuição prometida, apesar da queda nos lucros, e que seus dividendos são os mais altos entre as empresas listadas do mundo.

A Saudi Aramco afirmou no relatório trimestral que, em função do coronavírus, implementou programas de prevenção em suas unidades e contingências para minimizar o risco na pandemia nas suas operações. Segundo a companhia, foram adotadas ações para garantir a continuidade dos negócios e o bem-estar dos funcionários, como trabalho home-office e medidas de higiene nas instalações. A empresa informa que tomará outras ações relativas à pandemia conforme necessário e apropriado.

A Saudi Aramco também informou que frente as condições de mercado e as cotações mais recentes das commodities, espera investir entre U$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões neste ano. No ano passado, os investimentos da companhia foram um pouco maiores: US$ 32,8 bilhões. A queda nos investimentos ficará, portanto, entre US$ 7,8 bilhões e US$ 2,8 bilhões em 2020.

Fayez Nureldine/AFP

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