São Paulo – O consumo de perfumes e produtos para pele no Golfo movimentou 12 bilhões de riais sauditas (US$ 3,2 bilhões) ao longo do ano, sendo que a Arábia Saudita representa quase a metade, com vendas de 5,4 bilhões de riais (US$ 1,44 bilhão). O mercado de cosméticos como um todo fatura 45 bilhões de riais (US$ 12 bilhões) na região, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (01) pelo jornal Arab News, de Riad.
“As vendas de cosméticos e perfumes no Reino [da Arábia Saudita] ultrapassou os 4,5 bilhões de riais (US$ 1,2 bilhão) somente no Ramadã”, disse o CEO do grupo perfumista Abdul Samad Al-Qurashi, Mohammed Abdul Samad Al-Qurashi, referindo-se ao mês do calendário muçulmano que este ano foi do final de junho ao final de julho. “A razão para isso é que é tradição receber os visitantes em casa com ‘bukhoor’ e dar ‘oud’ de presente no ‘eid’”, acrescentou o empresário.
“Bukhoor” e “oud” são produtos bastante populares no Golfo, e são utilizados como incenso e como essências para perfumes. O “eid” é o feriado que marca o final do Ramadã.
O Arab News publicou a opinião de lojistas que dizem que o mercado saudita é ativo justamente por causa desta tradição de presentear com perfumes em ocasiões especiais. Um deles, Abu Mohammed, de Jeddah, afirmou que metade de seus clientes pede para embrulhar as compras para presente.
Outro comerciante, Abu Salem, declarou peregrinos que vão a Meca e expatriados que vivem na Arábia Saudita gostam de levar fragrâncias locais de presente quando voltam para casa.
Segundo o jornal, a empresária Sarah Al-Qahtani destacou que o mercado do Golfo é tão grande que grandes marcas internacionais começaram a usar essências como o “oud” para atrair o público da região.


