Milhares de vacas, mas nem sinal de pasto!

Reportagem da ANBA visitou a fazenda Al Hamra, na Arábia Saudita, que tem alta produtividade, mesmo no meio do deserto.

Alexandre Rocha
alexandre.rocha@anba.com.br

São Paulo – Inusitado é pouco! A imagem geralmente associada a vacas leiteiras de raça holandesa é a de um campo verdejante, onde os animais pastam contentes. Basta olhar o rótulo de produtos lácteos disponíveis nos supermercados. Na Arábia Saudita, porém, a fazenda Al Hamra reúne 20 mil cabeças de gado leiteiro europeu no meio do deserto.

A reportagem da ANBA visitou a propriedade localizada a 80 quilômetros da capital Riad no ano passado, como integrante de uma delegação brasileira. Nem uma graminha à vista, só areia e terra nua. Os animais são mantidos em currais cobertos e climatizados, e alimentados com ração: feno, alfafa e silagem de milho. A maior parte do alimento é importada.

A ordenha é toda mecanizada, o tamanho e a limpeza das instalações impressionam, mas é bom não se entusiasmar muito. Este repórter resolver investigar de perto a ordenha justo no momento em que a vaca resolveu se aliviar do almoço, ainda por cima balançando o rabo! Ainda bem que a administração havia fornecido jalecos brancos à equipe.

(O texto termina após a galeria de fotos)

A fazenda foi fundada em 1977 por meio de uma sociedade entre sauditas e irlandeses, hoje é de propriedade 100% saudita. Ela pertence ao grupo Almarai, de alimentos e bebidas. Muitos irlandeses ainda trabalham lá, e o quadro de funcionários conta com múltiplas nacionalidades. O veterinário que nos guiou, por exemplo, é português.

Alexandre Rocha/ANBA
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