São Paulo – A NetMake, empresa da capital pernambucana, Recife, exporta um software que ajuda no desenvolvimento de outros softwares e entre os 125 países que compram o produto, 20 são árabes. A maioria das vendas ao exterior é feita por meio do site da NetMake. Os árabes começaram a adquirir o software da companhia brasileira, o ScriptCase, em meados de 2010, de acordo com Érico Oliveira, diretor comercial da NetMake e da Overalt. Esta segunda é a empresa responsável pela comercialização do produto no Brasil.
Entre os países árabes, a maior parte dos clientes está na Argélia. Na nação, que fica no Norte da África, a NetMake tem 54 clientes. Na Arábia Saudita e Marrocos, o ScriptCase tem 42 usuários em cada. Ainda utilizam o software clientes nos Emirados Árabes Unidos (36), Tunísia (32), Egito (22), Jordânia (13), Omã (11), Catar (8), Iêmen (7), Bahrein (6), Iraque (6), Líbano (6), Sudão (4), Mauritânia (3), Ilhas Comores (2), Kuwait (2), Líbia (2), Síria (2) e Somália (2).
No total são 302 clientes na região. O número é alto, mas não significa muito no universo total de clientes da NetMake fora do Brasil, que somam 9.200. “Há muitas oportunidades neste mercado. Tanto que estamos fazendo investimento para atendê-los com mais eficiência”, afirma Oliveira. A interface do ScriptCase é em inglês, mas o produto final pode ser feito, pelo desenvolvedor, em outros idiomas, entre eles o árabe. Isso é possível desde 2012.
De acordo com Oliveira, a NetMake atua também no exterior em parceria com empresas locais, que comercializam o software. No mundo árabe, não há representantes para o ScriptCase, mas a NetMake gostaria de tê-los e está em busca disto. “Nossa expansão é feita pelos parceiros, é o que nos permite conhecer melhor os mercados locais”, afirma o diretor.
Atualmente são 40 representantes no exterior, em países como Argentina, Chile, Bolívia, China, Suíça, Portugal, Bulgária, Peru, Itália, Guatemala, México, Malásia, entre outros. O site do ScriptCase tem versão nos idiomas português, inglês, francês, espanhol, Italiano, alemão, japonês, chinês e russo. Em todas estas línguas o usuário encontra ajuda para usar o software.
Oliveira conta que a NetMake trabalha apenas com o ScriptCase. Ele é um software desenvolvedor que tem como função agilizar, em ambiente web, o trabalho de quem cria softwares. Segundo o diretor comercial, ele faz em duas horas o que o desenvolvedor levaria dez horas para fazer. “Automatiza o trabalho manual”, diz.
Mas não são apenas empresas de tecnologia que compram o produto, já que várias empresas e instituições criam as suas próprias soluções na área, de acordo com as suas necessidades, entre elas relatórios gerenciais, sistemas de controles, etc. No Brasil, relata Oliveira, 50% dos clientes da NetMake são órgãos públicos. Também há grandes companhias, empresas desenvolvedoras de softwares, profissionais autônomos e estudantes.
O ScriptCase é comprado diretamente na NetMake ou com seus representantes. A pessoa pode usá-lo por tempo indeterminado. Ela tem direito a receber todas as atualizações que forem feitas no período de um ano e a partir do segundo ano paga apenas pelas atualizações.
O software está na sua oitava versão. Oliveira conta que ele começou a ser desenvolvido assim que começou o uso da internet, em 1981, e a primeira versão foi comercializada entre 2004 e 2005. A expansão internacional começou na metade de 2008, quando a empresa tinha entre 400 a 500 clientes no Brasil. Segundo o diretor, o Brasil tem apenas 2% do mercado mundial de softwares. “Resolvemos ir atrás dos outros 98%”, fala. O produto foi criado no Pólo Tecnológico do Recife.
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