Paris – Quase 15% dos jovens da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cerca de 40 milhões, não trabalham, não estudam e não estão em formação, sendo que mais de dois terços não buscam ativamente um emprego, mostra estudo divulgado nesta quarta-feira (5). Em sua oitava edição, o relatório Society at a Glance traça o panorama e a tendência dos indicadores sociais nos 35 países da organização, assim como na Argentina, no Brasil, na China, Índia, Indonésia, Rússia, Arábia Saudita e África do Sul.
A conclusão é que a Grande Recessão provocou uma perda esmagadora de empregos, e os jovens foram particularmente atingidos, sendo que a recuperação tem sido incapaz de devolver empregos aos jovens entre 15 e 29 anos, principalmente aos menos qualificados.
"Oito anos após o início da crise, ainda há cerca de 40 milhões de jovens sem trabalhar, sem estudar e sem estar em formação", diz o prefácio do relatório, que alerta que essa inatividade pode gerar isolamento e afastamento da sociedade e pôr em risco a coesão social.

