São Paulo – Os países árabes importaram US$ 1,088 bilhão em carne ovina no ano passado. Em cordeiros, que são os filhotes de ovinos, a região comprou no exterior US$ 451,5 milhões. Em carne de caprinos foram importados US$ 151,1 milhões. Esses dados foram apresentados na quinta-feira (29) pela diretora de Relações Institucionais da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Fernanda Baltazar, a participantes da ExpoCariri, feira que ocorre em Barbalha, no estado do Ceará, de 29 a 31 de outubro.
Baltazar falou na “Caravana do Agro Exportador: Raiz nordestina, mercado mundial”, que ocorreu na mostra voltada a produtores, cooperativas, agroindústrias e instituições relacionadas à produção, processamento e comércio exterior de produtos agropecuários. Na caravana, especialistas falaram sobre oportunidades para exportação de carnes e animais vivos de caprinos e ovinos ao Norte da África e ao Golfo.
Além de levar dados do mercado de ovinos e caprinos dos países árabes, levantados pelo Departamento de Inteligência de Mercado da Câmara Árabe, Baltazar apresentou os serviços da instituição e como ela pode apoiar as empresas do setor em uma aproximação comercial com os países árabes.
Baltazar apresentou uma visão geral do mundo árabe, com seus 22 países, 493 milhões de habitantes, e a posição conjunta da região de quarta maior importadora e quarta maior exportadora mundial. Ele também falou sobre o atual patamar de comércio do Brasil com os países árabes, que somou US$ 21,3 bilhões em exportações brasileiras para a região no ano passado e US$ 9,9 bilhões na outra mão.
Ao trazer os dados do mercado árabe de ovinos e caprinos, a diretora também apresentou a participação do Brasil como fornecedor, pouco representativa. Segundo o levantamento, em carne ovina o fornecimento do Brasil foi de apenas US$ 4,1 mil em 2025. Em cordeiro e caprinos, os valores foram menores ainda. Os países árabes, no entanto, vêm aumentando suas importações na área. A Austrália é uma forte fornecedora.
Proteína animal brasileira
As palestras tiveram vários enfoques: dados técnicos sobre estratégias de internacionalização, requisitos sanitários, certificação halal (selo que atesta que o produto está de acordo com as exigências do Islã e pode ser consumido por muçulmanos), preparação das empresas para a exportação, promoção comercial e características dos mercados árabe e do Golfo. A organização informou que a Caravana ocorre em um contexto de crescente interesse da região por proteína animal de origem brasileira.
A caravana foi promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com o Sistema FAEC/Senar do Ceará (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), a Prefeitura de Barbalha e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e várias participações, como Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), adidos agrícolas do Brasil em países árabes, entre outros.
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