Paraná sedia encontro de estudos egiptológicos

Evento acontece de 16 a 18 deste mês, em Ponta Grossa, e reunirá pesquisadores do Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. Serão debatidos temas relativos à religiosidade no Egito Antigo.

Aurea Santos
aurea@anba.com.br

São Paulo – A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná, irá sediar o 4º Encontro Nacional de Estudos Egiptológicos: Religião e Religiosidade, de 16 a 18 deste mês. O evento reunirá estudiosos do Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul que irão apresentar suas pesquisas mais recentes sobre religiosidade no Egito Antigo.

O encontro é coordenado por Moacir Santos, arqueólogo e pós-doutorando em História na UEPG. Segundo ele, os estudos sobre o Egito Antigo têm se ampliado no Brasil. “Hoje é uma área que está em expansão. Comecei a estudar nos anos 90 e, a medida que o tempo foi passando, foi aumentando o interesse sobre o assunto.

Santos menciona que entidades como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade de São Paulo (USP) e o Centro Universitário Campos de Andrade (Uniandrade, no Paraná) são algumas das instituições onde, atualmente, existem grupos de estudos sobre egiptologia.

Ao todo, o evento reunirá sete pesquisadores brasileiros da área, mas ele também terá a participação de estudantes que irão apresentar suas pesquisas sobre o tema.

Em sua apresentação, Santos fará uma análise sobre as tumbas egípcias. Ele explica que as inscrições contidas nos túmulos visavam instruir a pessoa ali enterrada a como chegar ao mundo dos mortos. “Podemos afirmar que a tumba egípcia é uma espécie de máquina da ressurreição para ajudar o morto a renascer no outro mundo”, destaca o pesquisador.

De acordo com o arqueólogo, os estudos de egiptologia no Brasil são feitos, principalmente, por meio de livros e centros de pesquisas, além do estudo de peças arqueológicas encontradas em museus. Segundo Santos, a maior parte da bibliografia disponível sobre o assunto está em inglês, francês e alemão.

Ele destaca, no entanto, a importância de os estudantes conhecerem a língua egípcia antiga, e lembra que a Universidade Federal Fluminense (UFF) já conta com a matéria em seu currículo.

Outro ponto de destaque sobre os trabalhos brasileiros de egiptologia é o aumento de pesquisadores locais que têm ido ao Egito para participar de escavações. “O Maurício Schneider, um dos participantes do encontro, já participou de quatro campanhas no Egito com grupos de franceses”, comenta Santos. Ele ressalta ainda que os programas de pós-graduação permitem aos alunos conseguir verba para pesquisas no exterior.

Sobre a divulgação das pesquisas nacionais feitas na área, Santos conta que já conseguiu publicar um artigo em inglês em uma revista de Portugal. O texto fala sobre uma pesquisa inédita feita por ele sobre a múmia Tothmea, de cerca de 2,7 mil anos e que está abrigada no Museu Egípcio e Rosacruz de Curitiba. Na pesquisa, Santos aborda a história da múmia, além de mostrar sua reconstituição facial digital, feita em parceria com o artista Cícero Moraes. O arqueólogo destaca que é importante que a divulgação das pesquisas seja feita em inglês para que outros pesquisadores possam ter acesso ao redor do mundo.

O Encontro Nacional de Estudos Egiptológicos acontece junto à Primeira Jornada Nacional de História Antiga e Medieval e é aberto ao público.

Serviço
4º Encontro Nacional de Estudos Egiptológicos
De 16 a 18 de setembro
Universidade Estadual de Ponta Grossa
Auditório Hall Tecnológico e Central de Salas
Campus Uvaranas – Av. General Carlos Cavalcanti, 4748
As inscrições para assistir ao encontro custam R$ 20
A programação completa e as instruções para inscrição estão disponíveis no link http://migre.me/lzWco

Divulgação

Publicações relacionadas