Da Agência Sebrae
Brasília – O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) conduz, no País, o processo de estruturação de uma rede para estimular a transferência de tecnologia entre mercados emergentes. A entidade foi escolhida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para coordenar a implantação do Projeto Regional Emerging Markets Technology Transfer Network (Remtech). A proposta de criação desse projeto foi apresentada pelo governo da Turquia na 2ª Conferência da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizada em junho de 2004 em Istambul, na Turquia.
A implantação de um portal e de uma rede de transferência de conhecimento e tecnologia entre mercados emergentes está prevista no projeto, inicialmente integrado pela Turquia, Brasil, Áustria, Espanha, Grécia, Itália, Paquistão e Portugal. Para viabilizar a Rede Remtech no País, o Sindipeças preparou pesquisa a ser aplicada junto às empresas do segmento ainda neste primeiro trimestre. O Serviços Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) integra o grupo gestor do Projeto Remtech, junto ao Sindipeças, MDIC, Anfavea e outras entidades.
"Pelo poder que tem a indústria automotiva de movimentar economias, o Remtech começará naturalmente com o setor de autopeças para, depois, se estender a outros", afirma Ali El Hage, membro do conselho de Administração do Sindipeças e coordenador do grupo gestor do projeto. Os recursos da primeira fase de desenvolvimento do Remtech foram obtidos por meio de convênio entre o MDIC e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
"O objetivo da pesquisa do Sindipeças será identificar os interesses e demandas do segmento de autopeças e de fornecedores de componentes automotivos em termos de conhecimento e tecnologia", informa Paulo Íris Ferreira, coordenador nacional dos projetos da carteira metal-mecânica no Sebrae Nacional. Os resultados da pesquisa vão direcionar o conteúdo da futura rede de intercâmbio tecnológico entre mercados emergentes. Posteriormente, outros setores vão integrar a iniciativa, prevê Paulo Íris.

