Rio de Janeiro – A entrada de novos investidores na atividade de exploração de petróleo na Bacia de Campos, o aumento do valor dos investimentos da Petrobras, a construção da usina nuclear Angra 3 e do Porto de Açu, elevaram para R$ 126,3 bilhões os investimentos programados para o estado do Rio de Janeiro nos próximos três anos.
O dado consta do documento Decisão Rio, referente ao período de 2010 a 2012, divulgado ontem (05) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Na edição anterior do estudo, os investimentos projetados para o triênio 2008/2010 no estado somavam R$ 107 bilhões.
Somente a Petrobras será responsável por R$ 77,1 bilhões em investimentos nos próximos três anos. O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, observou, porém, que mesmo excluindo a estatal do setor de energia, restariam R$ 50 bilhões em investimentos a serem efetuados no período.
Do total, R$ 28,6 bilhões serão investidos na área de infraestrutura, com destaque para a energia (R$ 15,6 bilhões) e transporte e logística (R$ 10,5 bilhões). Para a indústria de transformação estão previstos R$ 20,3 bilhões. O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que está sendo construído no município de Itaboraí, lidera o ranking dos maiores investimentos anunciados, alcançando o total no triênio de R$ 14,6 bilhões.
O gerente de Infraestrutura e Novos Investimentos da Firjan, Cristiano Prado, afirmou que “há um processo de interiorização dos investimentos em andamento”, dos quais R$ 79,4 bilhões beneficiarão várias regiões do estado. O estudo identificou quatro eixos que serão os motores da economia fluminense nos próximos anos.
O primeiro é o eixo sul, que envolve a usina Angra 3, no município de Angra dos Reis. No eixo Sepetiba, os destaques são os investimentos nas áreas portuária e siderúrgica, além do arco metropolitano. No eixo leste, a prioridade é a construção do Comperj que prevê, a partir de 2015, a geração 168 mil empregos diretos, indiretos e por efeito renda. No eixo norte, o Porto de Açu e o petróleo do pré-sal são os grandes destaques.
O presidente da Firjan afirmou que as oportunidades não se encerram com os investimentos mapeados, uma vez que o estado do Rio de Janeiro apresenta oportunidades na exploração do petróleo na camada pré-sal; no trem-bala que ligará o Rio a São Paulo; e na construção de novos portos em Sepetiba pela Petrobras, Gerdau e Companhia Siderúrgica Nacional, entre outros projetos.
Ele acrescentou que o Rio de Janeiro responde atualmente por cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. No longo prazo, ele acredita que há condições de chegar a 20% do PIB.

