Da Agência Sebrae
Rio de Janeiro – A pequena estrutura de uma empresa não pode comprometer seu raio de ação. Esta é a idéia central da criação da Rede Petro-Rio, união de micro e pequenas empresas do setor de petróleo, gás e energia do município do Rio de Janeiro.
"Agora, além da informação e capacitação, vamos trabalhar em outro patamar que é o da cooperação. Esta é a grande saída competitiva para que as empresas de pequeno porte possam se fazer presente no mercado nacional e internacional", ressaltou o gerente da Área de Desenvolvimento Industrial do Sebrae no Rio de Janeiro, Renato Regazzi.
"Trabalhar em rede não significa que as empresas precisem abrir mão de sua individualidade", complementou Armando Clemente, diretor-executivo da Rede de Tecnologia (RedeTec), uma das entidades parceiras.
Cerca de 80 empresários foram convidados para conhecer as vantagens de atuar em conjunto no evento de pré-lançamento da Rede, que aconteceu nesta quinta-feira (05), na sede do Sebrae/RJ. Acesso aos grandes compradores, às novas tecnologias, crédito, abertura para contribuir na formulação de políticas públicas e divisão de recursos para investimento em marketing e participação em feiras e eventos foram alguns dos argumentos usados para chamar a atenção dos empresários para essa proposta.
Para fazer parte deste grupo, as empresas terão que apresentar algumas pré-condições como ter o Certificado de Registro e Classificação Cadastral da Petrobras, ISO 9001 e Certificado de Capacitação do Sebrae/RJ, tendo passado por pelo menos uma auditoria. A idéia é que a Rede possa conferir um selo de qualidade, para que as empresas participantes possam ser reconhecidas pela excelência do produto ou do serviço que oferecem.
"A Rede não limita a participação apenas aos empresários. Mas, é importante esclarecer que não é um espaço de reivindicação, mas de relacionamento qualificado", explicou o consultor do Sebrae/RJ, Glauco Nader, que falou sobre o caso de sucesso implantado na Bacia de Campos e que defende que haja cada maior integração entre as redes para aumentar sua eficiência. "Não existe um modelo fechado, todos podem contribuir", completou.
"Não podemos mais agir como o peixinho que fica grudado no tubarão esperando pelas sobras de comida. O jogo de negócios é bruto e, uma vez unidos, podemos entrar em um mercado fechado", afirmou Carlos Tadeu Santos Alves, da DRV Desenvolvimento e Tecnologia, que faz parte do primeiro grupo de oito empresários que apostaram na formação da Rede quando conheceram a experiência de outros estados.
O lançamento oficial da Rede Petro-Rio está marcado para o dia 2 de maio, no auditório do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), mas alguns já aderiram nesta quinta mesmo à proposta. "A Rede Petro significa uma ponte junto aos fornecedores. Aumenta muita a abrangência da atuação das empresas e acho que todos saem ganhando", afirmou a representante da Waterbio – Biotecnologia, Automação e Elétrica, Lílian França.

