São Paulo – Transações de fusões e aquisições envolvendo ativos de menor valor seguiram aquecidas no Brasil no primeiro semestre em função principalmente de investimentos em startups e fintechs associados ao avanço da inteligência artificial e da digitalização. A informação foi dada pelo sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra, na divulgação dessas operações pela consultoria nesta quinta-feira (8). Segundo ele, mesmo em ambiente macroeconômico de juros em patamar restritivo, incertezas fiscais em ano eleitoral e maior volatilidade externa, as transações com ativos de menor valor permaneceram aquecidas.
De acordo com a pesquisa da KMPG, no primeiro semestre do ano, as operações de fusões e aquisições com valores de até R$ 100 milhões representaram mais de 60% do total dos negócios que tiveram seus valores divulgados. Em um total de 267 transações, 162 eram de menor porte. No entanto, houve queda de 25% na quantidade de operações de menor valor sobre o mesmo período do ano passado.
Segundo a KPMG, entre as movimentações de menor porte, as principais foram a da Beepay, uma startup brasileira de tecnologia de checkout autônomo levantou R$ 2 milhões em uma rodada de investimentos, e a da Oxus Finance, fintech especializada em pagamentos transfronteiriços, captou cerca de R$ 12 milhões. Entre os setores envolvidos nas transações na faixa dos R$ 100 milhões, os três maiores foram o imobiliário, o de tecnologia, mídia e telecomunicações, e o de serviços financeiros.
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