São Paulo – A Jordânia recebe ao redor de 200 mil turistas estrangeiros ao ano para tratamentos de estética. Os visitantes chegam ao país atrás de terapias alternativas com lama do Mar Morto ou mesmo para cirurgias plásticas. Isso faz a Jordânia ocupar o quinto lugar no ranking entre os países que mais recebem turistas para medicina terapêutica no mundo, segundo informações divulgadas na 14º Conferência para Investidores e Empresários, que terminou nesta quarta-feira (2), em Amã, capital jordaniana.
O encontro teve por objetivo atrair investimentos estrangeiros e contou com a participação do secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, ao lado de cerca de 500 empresários e executivos do país e exterior. De acordo com Alaby, existem na Jordânia atualmente cerca de 28 médicos e um dentista para cada dez mil habitantes. Para fazer esse setor atrativo, o país árabe, inclusive, tem taxa de importação zerada para equipamentos médicos, hospitalares, odontológicos e de farmácia.
A medicina terapêutica (feita com produtos alternativos como ervas e lama) responde por 27% do turismo realizado no mundo, segundo dados divulgados no encontro e repassados à ANBA por Alaby. A Índia ocupa o primeiro lugar no segmento e atrai 1,2 milhões de pessoas ao ano. O destaque da Jordânia em turismo para tratamento estético e terapêutico, além de histórico, acaba atraindo eventos mundiais da área para o país. Em 2013 a Jordânia sediará reunião da diretoria da Organização Mundial do Turismo.
O turismo é responsável, na Jordânia, por 15% do Produto Interno Bruto, segundo Alaby. O país tem interesse de atrair investimentos estrangeiros também para esta área em, por exemplo, hotéis e restaurantes. No congresso em Amã foram discutidos alguns pontos nos quais o país precisa avançar para isso, como a criação de uma legislação menos burocrática para investimento de fora. A Jordânia oferece, porém, uma apólice de seguro para os estrangeiros, para casos como incêndio e ações da natureza em seus empreendimentos.
Outro setor apresentado no encontro foi o de transportes e telecomunicações. Há atualmente na região projetos de três ferrovias, que devem ser concluídas até 2020. Uma, de 950 quilômetros, vem de Damasco, na Síria, até Amã, outra é de 4,5 mil quilômetros e passa por várias partes do Golfo Arábico, incluindo Damasco e Amã, e a outra ainda sai de Damasco para Istambul, na Turquia. Elas entrarão em licitação em breve, serão feitas na modalidade Parceria Público Privada e devem consumir US$ 3 bilhões.
Nos painéis da conferência também foi apresentado o principal porto do país, o Aqaba, que serve a Jordânia e o Iraque. O local tem calado para navios de grande porte. Os custos para descarga de um contêiner variam entre US$ 120 e US$ 150, bem abaixo dos europeus, ao redor de US$ 250. Também o setor de telecomunicações vem sendo ampliado no país e segundo os palestrantes do encontro, há espaço para investimento em telefonia celular 3G e fornecimento de internet. Telecomunicações respondem por 14% do PIB.

