Volume exportado de café do Brasil aos árabes cresceu 54%

Foram embarcadas 873 mil sacas à região no primeiro semestre. Receita chegou a US$ 102 milhões, um aumento de 18% sobre o mesmo período do ano passado.

Alexandre Rocha
alexandre.rocha@anba.com.br

São Paulo – O Brasil embarcou 872,62 mil de sacas de 60 quilos de café aos países árabes no primeiro semestre, um aumento de 54% sobre o mesmo período do ano passado. As exportações renderam US$ 102 milhões, um crescimento de 17,7% na mesma comparação. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (08) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Com estes resultados, a participação do mundo árabe no total exportado pelo Brasil subiu de 3,9% nos seis primeiros meses de 2018 para 4,3% no mesmo período deste ano.

Segundo o Cecafé, o País exportou no total 20 milhões de sacas no primeiro semestre, um avanço de 37,4% em relação aos seis primeiros meses de 2018. O volume embarcado foi recorde para o período.

As vendas renderam US$ 2,5 bilhões, um acréscimo de 10,5% na mesma comparação. O preço médio da saca recuou 19,6%, de acordo com o Cecafé.

No ano-safra 2018/2019, encerrado em junho, foram comercializadas 30,5 milhões de sacas, um aumento de 35% frente ao ciclo anterior. O total foi recorde para o período. As exportações somaram US$ 5,3 bilhões, um crescimento de 9,8% na mesma comparação. O preço médio caiu 18,7%.

Os principais mercados no ano-safra e no primeiro semestre de 2019 foram Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão, Bélgica, Reino Unido, Turquia, Rússia, Canadá e Espanha.

Junho

Em junho, isoladamente, as exportações de café somaram US$ 340,3 milhões, um avanço de 11% sobre o mesmo mês do ano passado. Foram embarcadas 2,9 milhões de sacas, um acréscimo de 12% na mesma comparação. Foi o maior volume para o mês de junho nos últimos cinco, anos segundo o Cecafé. O preço médio diminuiu 20,5%.

“O Brasil atende às exigências do mercado externo, tanto no quesito qualidade quanto na sustentabilidade, e está pronto para responder a crescente demanda mundial, com a perspectiva de atingir 40% de market-share nos próximos anos. Comemoramos ainda o acordo comercial firmado [em junho] entre Mercosul e UE que, sem dúvidas, será uma importante contribuição para a expansão do admirado cafezinho brasileiro no mundo”, disse o presidente do Café, Nelson Carvalhaes, segundo nota da entidade.

Jérôme Gorin/AltoPress/PhotoAlto/AFP

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