São Paulo – A Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Banco Mundial cuja meta é promover investimento sustentável do setor privado em países em desenvolvimento, vai aplicar US$ 1,8 bilhão em projetos que gerem segurança alimentar em 2011, segundo informa o jornal The National de Abu Dhabi.
Segundo Ajay Malik, responsável no IFC por investimento no Oriente Médio, Norte da África e sul da Europa, este ano a organização vai aportar US$ 100 milhões a mais do que o US$ 1,7 bilhão do ano passado. E a meta da organização é continuar ampliando os aportes a cada ano.
"O Oriente Médio e Norte da África são nosso foco, não somente no agronegócio, mas também em infraestrutura, educação e saúde," declarou Malik, durante a feira Gulfood, em Dubai. De acordo com ele, estes fundos podem ajudar a custear projetos de até US$ 10 bilhões na região.
Já para Santoshkumar Vasudevan, gerente responsável pelo investimento do IFC no Oriente Médio e Norte da África, serão feitos aportes nos setores agrícola e de processamento de alimentos na região, principalmente nos maiores países, como Egito e Marrocos.
Entre as principais metas do IFC estão projetos nas áreas de processamento de alimentos e logística. "Na região, a logística é a chave", declarou Vasudevan. "Há muito alimento que não está chegando ao mercado, pois os sistemas de acesso não são bons."
Segurança alimentar é uma das principais metas dos países do GCC, principalmente dos Emirados, que compram no mercado internacional 85% dos alimentos que consomem. No ano passado, as importações de alimentos através de Dubai cresceram 23,1%, na comparação com 2009, para 5,2 milhões de toneladas.
A principal categoria de importação foi a de grãos e cereais, com 1,7 milhão de toneladas compradas, aumento de 22,1% na comparação com o ano anterior, seguida por frutas e seus derivados (932 mil toneladas), além de verduras (623 mil toneladas).
Segundo Vasudevan, no entanto, o IFC não investirá diretamente no Conselho de Cooperação do Golfo (GCC – bloco econômico que inclui Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Omã, Kuwait e Emirados Árabes Unidos), pois o PIB per capita do bloco indica que estas nações não necessitam do aporte. Entretanto, segundo Vasudevan, o IFC pode operar em parceria com empresas privadas do GCC que tenham projetos em outros países.
*Tradução de Mark Ament

