Brasil deu refúgio a 310 sírios em 2017

Relatório do Conare mostra que a nacionalidade representou mais da metade dos reconhecimentos de refúgio no ano passado no País.

Isaura Daniel
isaura.daniel@anba.com.br

São Paulo – A Síria é o país que tem o maior número de refugiados vivendo no Brasil, de acordo com o relatório Refúgio em Números, divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça.

No ano passado, o Conare reconheceu 587 refugiados, dos quais 310 foram sírios. Nos últimos sete anos, os sírios somaram 2.771 pessoas entre as 10.145 reconhecidas pelo Brasil como refugiadas. Hoje, mais de 5.100 destas pessoas seguem vivendo no território brasileiro e os sírios são 35%.

O país árabe está em guerra há sete anos e o Brasil foi uma das nações que abriu as portas para os seus refugiados. De acordo com dados do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), desde o início do conflito já morreram meio milhão de pessoas na Síria.

De acordo com o Conare, há atualmente 86 mil pedidos de reconhecimento de refúgio acumulados no Brasil. A maior nacionalidade de origem deles é a venezuelana, com 33% do total. Até agora o Brasil só concedeu refúgio a 18 venezuelanos.

No ano passado, a população venezuelana foi a que mais solicitou refúgio ao Brasil, com 17.865 pedidos, ou 53% do total de 33.866 solicitações. Depois da Venezuela, o maior número de pedidos veio de Cuba, Haiti e Angola.

Apesar de receberem refúgio, muitas pessoas deixam de constar na lista após alguns anos. De acordo com o Conare, não há detalhes no estudo sobre os motivos, mas as possibilidades são, entre outras, a mudança de país, a naturalização como brasileiro ou pedido de cessação.

*Com informações da Agência Brasil 

Dario Oliveira/Anadolu Agency/AFP

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