São Paulo – A quantidade de calçados importados pelo Brasil cresceu 16,9% no primeiro trimestre, 7% em março e quase dobrou – alta de 90% – em cinco anos. Os dados foram informados nesta terça-feira (14) pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), da Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
De janeiro a março, o Brasil comprou no exterior 15 milhões de pares. Essas importações geraram gastos de US$ 164,9 milhões, com aumento de 15,9% sobre o primeiro trimestre do ano passado, semelhante ao percentual de crescimento em volume de calçados comprados no exterior. Em março, entraram no Brasil 5,36 milhões de pares por US$ 55,6 milhões. Em valores, a alta foi de 23,8% sobre o mesmo mês de 2025.
Tanto no trimestre quanto em março o maior fornecedor estrangeiro de calçados ao Brasil foi a China. Os chineses venderam ao mercado brasileiro em março 2,95 milhões de pares por preço médio de US$ 2,29. Na sequência aparece o Vietnã, com 1,16 milhão de pares por US$ 27,38, seguido pela Indonésia, com 639,2 mil pares e valor médio de US$ 18,65, pelo Paraguai, com 385,5 mil pares a US$ 1,10 cada, e pelo Camboja, com 62,3 mil pares de calçados, cada par comercializado a US$ 21,09.
O aumento da importação ocorre mesmo num cenário pouco aquecido de consumo doméstico de calçados, preocupando a indústria brasileira, que enfrenta queda nas exportações. Entre janeiro e março, o Brasil vendeu ao mercado internacional 26,32 milhões de pares por US$ 210,9 milhões, quedas em volume (-16,6%) e em receita (-21,8%) em relação ao mesmo período de 2025. Em março, as exportações somaram 9,23 milhões de pares e US$ 75,57 milhões, com quedas de 12% e 21%, respectivamente.
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