São Paulo – Em visita à sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo, nesta segunda-feira (24), o chairman dos comitês de Segurança Alimentar e Meio Ambiente e Inovação e Tecnologia da Qatar Chamber, Mohamed Bin Amed Al Obaidly, afirmou ao presidente da Câmara Árabe, William Adib Dib Junior, que o país do Golfo quer ser um hub para empresas, especialmente de alimentos, produzirem e reexportarem. Obaidly e o diretor do Departamento de Relações Públicas da instituição, Ahmed Abu Nahya, visitaram a Câmara Árabe como parte da agenda que realizarão no Brasil nos próximos dias.
Os executivos da Dubai Chamber irão se reunir com instituições dos fabricantes e exportadores brasileiros de proteína animal, integrantes do poder público e representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O objetivo dos encontros é atrair empresas brasileiras para atuar no país. Na Câmara Árabe, eles foram recebidos por Dib, o assessor de Relações Institucionais, Bassel Abou Latif, e o gerente de Inteligência de Mercado, Marcus Vinicius.
“Nós queremos ser um grande hub. Por isso, temos uma agenda de encontros, queremos fazer negócios e não visitas de cortesia”, disse Obaidly. O interesse do país não é apenas garantir a segurança alimentar, mas ser um exportador de alimentos. Por isso, interessam investimentos em logística, produção e distribuição. “Não estamos falando de investimentos do governo, mas, sim, do setor privado”.
No encontro, Vinicius, apresentou dados sobre a balança comercial entre os dois países, organizados pela instituição a partir de levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Em 2025, o Brasil exportou US$ 373,4 milhões, em queda de 17,4% na comparação com 2024, e importou US$ 591,8 milhões, em queda de 19,7% em relação ao ano anterior. Os principais produtos exportados pelo Brasil foram carne bovina e de frango, petróleo refinado e minério de ferro. Os principais produtos importados foram fertilizantes nitrogenados, petróleo refinado, enxofre e alumínio.
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