Brasil exportou quase 19 mil toneladas no ano passado, um crescimento de 53,5% sobre 2014. Emirados Árabes Unidos foram principal mercado.
Agronegócio
Receita do Brasil com embarques do setor foi de US$ 88,22 bilhões, 8,8% menor do que em 2014. Ministério da Agricultura avalia que desempenho foi bom para um período de desaceleração econômica.
Kátia Abreu, da Agricultura, pretende usar o dinheiro de parte da venda do estoque de grãos para fortalecer caixa do seguro agrícola.
Índice de preços medido pela FAO recuou 19% em 2015. Todos os grupos de produtos ficaram mais baratos em função do excesso de oferta e do fraco desempenho da economia mundial.
Vendas ao exterior foram recordes em 2015 ao atingir 4,3 milhões de toneladas. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, o Brasil concentra 37% das exportações mundiais.
Volumes embarcados a partir da próxima safra do grão serão maiores do que os exportados na colheita 2014/2015, segundo Abiove. Mas preços devem seguir em baixa.
A Saudi Agriculture and Livestock Co. comprou as ações do frigorífico brasileiro por US$ 188,4 milhões. Operação deve impulsionar expansão do grupo nacional no Oriente Médio.
Representantes do grupo argelino tiveram reunião com o governador do Mato Grosso na qual discutiram a instalação de uma usina de etanol de milho na cidade de Vera. Investimento será de US$ 750 milhões.
Mapa publicou projeto com normas para compras de fertilizantes e matérias-primas do exterior e receberá sugestões na área nos próximos 60 dias. Países árabes fornecem produto ao Brasil.
Projeção da ministra da Agricultura, Katia Abreu, leva em conta a abertura e a conquista de novos mercados no exterior ocorridos em 2015, principalmente da carne bovina.
Vendas externas somaram US$ 910 milhões de janeiro a novembro e fizeram a balança comercial de alimentos do país ter superávit.
Exportações de café brasileiro para o mundo árabe alcançaram 1,36 milhão de sacas de janeiro a novembro deste ano, segundo Cecafé. Receita com vendas para a região também avançou.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística projeta colheita de cereais, leguminosas e oleaginosas de 209,3 milhões de toneladas no ano que vem. Se dado se confirmar, ela será menor que a de 2015.
Expectativa é da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, que prevê aumento das vendas para os países árabes e ampliação dos negócios nos Estados Unidos e China.

