Colheita no Brasil será menor do que a esperada, mas mesmo assim deverá atingir volume recorde, segundo avaliação do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar.
Agronegócio
Ministério da Agricultura tem como meta aumentar de 7% para 10% a participação do País no comércio mundial de produtos agropecuários até 2018.
Entidade irá levar 18 frigoríficos à feira de alimentos Gulfood, em Dubai. Fora do evento, serão promovidos dois churrascos para importadores, autoridades e formadores de opinião, nos Emirados e Arábia Saudita.
Em 2015 foram produzidas 13,15 milhões de toneladas de carne de frango, um aumento de 3,58% sobre 2014.
Conab prevê produção de 49,13 milhões a 51,94 milhões de sacas em 2016. Pela média, safra deverá ser menor apenas que a de 2002.
Vendas aos países da região renderam US$ 218,5 milhões. Foram embarcadas mais de 1,5 milhão de sacas de 60 quilos.
Brasil faturou US$ 5,9 bilhões com as vendas externas em 2015, um recuo de 18% em relação a 2014. Mercado egípcio, porém, cresceu 8%.
Companhia Nacional de Abastecimento estima produção de 210,5 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2015/2016, já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística prevê 210,7 milhões de toneladas no atual ano civil.
Brasil exportou quase 19 mil toneladas no ano passado, um crescimento de 53,5% sobre 2014. Emirados Árabes Unidos foram principal mercado.
Receita do Brasil com embarques do setor foi de US$ 88,22 bilhões, 8,8% menor do que em 2014. Ministério da Agricultura avalia que desempenho foi bom para um período de desaceleração econômica.
Kátia Abreu, da Agricultura, pretende usar o dinheiro de parte da venda do estoque de grãos para fortalecer caixa do seguro agrícola.
Índice de preços medido pela FAO recuou 19% em 2015. Todos os grupos de produtos ficaram mais baratos em função do excesso de oferta e do fraco desempenho da economia mundial.
Vendas ao exterior foram recordes em 2015 ao atingir 4,3 milhões de toneladas. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, o Brasil concentra 37% das exportações mundiais.
Volumes embarcados a partir da próxima safra do grão serão maiores do que os exportados na colheita 2014/2015, segundo Abiove. Mas preços devem seguir em baixa.

