Oportunidades de Negócios

Da redação São Paulo – As 108 micro e pequenas empresas que participaram na última semana de uma rodada de negócios da cadeia de petróleo e gás, na sede da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, no Rio Grande do Sul, devem realizar vendas de R$ 2 milhões nos próximos 12 meses em função do encontro. As informações

Logo após a cúpula dos países árabes e sul-americanos, a CCAB vai promover, nos dias 12 e 13 de maio, em São Paulo, um encontro de negócios entre árabes e brasileiros. Um total de 93 importadores e exportadores da Argélia, Egito, Jordânia, Líbano, Palestina, Síria, Sudão e Tunísia estavam inscritos até sexta-feira. As empresas brasileiras interessadas em participar devem se inscrever no site da CCAB.  

O país abriga sete distritos industriais onde empresas têm total isenção fiscal. As áreas foram construídas a partir dos anos 70 para incentivar o comércio exterior. Uma dessas zonas é a de Nasr City, nos subúrbios do Cairo, que concentra companhias dos setores têxtil, químico, de informática, medicamentos e fornecedores de insumos para exploração de petróleo.

Realcafé, do Espírito Santo, está entrando no mercado árabe. As primeiras remessas aconteceram no ano passado – quatro contêineres foram embarcados. Para este ano, a meta é multiplicar esse número por seis. O café é enviado sem marca para uma indústria local, que o etiqueta e o distribui na região.

A informação é do diretor do departamento de promoção comercial do Itamaraty, Mario Vilalva, que esteve no Cairo para divulgar os encontros. Do Egito vão pelo menos 15 homens de negócios, que representam setores como os de commodities, cimento e equipamentos elétricos. O Conselho Empresarial Brasil-Egito quer que o comércio entre os dois países chegue a US$ 1 bi até 2010.

O superintendente-adjunto para a área de projetos da Zona Franca, Oldemar Lanck, esteve em Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e no Cairo para falar sobre as oportunidades de negócios no pólo industrial amazônico. Ele acredita na possibilidade de uma parceria com o porto de Jebel Ali e de venda de produtos para importadores da região.

O objetivo é captar recursos para as áreas de petroquímica, geração de energia e dessalinização da água. Entre os dias 7 e 9 de maio os sauditas promoverão um seminário para apresentar os seus principais projetos. Uma delegação local esteve recentemente na China, onde convidou os empresários a investirem no país.

A Castor vende vestidos e conjuntos de saias e blusas para lojas de alto padrão da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Líbano, Kuwait e Catar. A empresa fabrica cerca de 3,5 mil peças ao mês e exporta metade da sua produção de roupas femininas. As peças são feitas com linhas de algodão e acrílico e enfeitadas com bordados, estampas e aplicações.

A Malhas Kyly, fábrica de roupas infantis e adolescentes de Santa Catarina, já exporta para Arábia Saudita e Líbano. A empresa, porém, acredita que os demais países da região também têm potencial de consumo para os seus produtos. A Kyly produz roupas leves, adequadas para países de altas temperaturas, como os árabes.