Fabricantes e revendedores de produtos ópticos criaram um selo de origem e segurança para combater a falsificação e investir na qualidade dos produtos nacionais. Outra iniciativa para aumentar as vendas externas é a formação de um consórcio de exportação de armações em 2005. A marca paulista De Lauretis desenvolveu um óculo de ouro maciço que será apresentado ao mercado árabe.
Oportunidades de Negócios
Angela Martins, diretora do banco ABC Brasil, escreveu um livro sobre a prática bancária islâmica, norteada pelos princípios do Alcorão, e que leva em conta a ética e a responsabilidade social. Não existem juros, mas os lucros são bem-vindos. Como se trata de uma atividade crescente, Angela acredita que os brasileiros interessados em fazer negócios com os árabes devem aprender mais sobre o sistema.
Da redação São Paulo – A participação de 129 empresas brasileiras na 21ª Feira Internacional de Luanda (FILDA), em Angola, resultou em US$ 23,6 milhões de contratos fechados, informa a assessoria de imprensa da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex-Brasil). Com o apoio da Apex, os empresários realizaram mais de 670 contatos comerciais
A fábrica paulista enviou, no ano passado, cerca de 50 manequins para lojas de grifes internacionais nos dois países árabes. A intenção da empresa, porém, é ampliar as relações comerciais com as nações da região e conseguir um representante no mercado local. Ela já exporta para mais de 20 destinos.
Há 15 anos o grupo francês exporta suco de laranja fabricado na unidade brasileira para os países árabes. A multinacional, que está instalada há 50 anos no Brasil, conta com um representante exclusivo em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Para exportadores, depois de China e Rússia, os árabes são considerados o mais importante mercado alternativo para o produto.
Tradicional joalheria do Rio de Janeiro, que conta com 90 lojas no país e 12 no exterior, tem suas criações, desde o ano passado, vendidas nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein. Uma das metas da empresa é conseguir mais representantes da marca no Oriente Médio, já que não há planos no curto prazo de abrir lojas na região.
A segunda edição do evento, que começa na quinta-feira em São Paulo, vai reunir 400 marcas da bebida produzidas em 18 estados brasileiros. A organização prevê R$ 12 milhões em negócios.
Evento multissetorial que ocorre em setembro na capital síria terá um estande organizado pela Câmara Árabe-Brasileira e pelo Itamaraty. Uma parte dele será ocupado pela prefeitura de Santo André, que reservou espaço para empresas do município de diferentes perfis, como incubadoras tecnológicas, fabricantes de autopeças e indústrias de plástico.
A Linhas Cículo, de Santa Catarina, quer aumentar as suas vendas no mercado internacional e para isso quer conquistar o consumidor árabe. A empresa fabrica linhas para bordado, tricô e crochê e faturou cerca de US$ 22,6 milhões no ano passado, sendo US$ 2,5 milhões com as exportações.
A Phoebus, que é integrante do consórcio de exportação de software PBTech, iniciou as negociações com empresários dos dois países em abril deste ano. Os árabes estão interessados na solução para redes de correspondentes bancários desenvolvida pela empresa. A expectativa é de que o negócio se concretize até o final de 2004 e que gere US$ 160 mil em um ano.
Até o final deste ano, a entidade vai participar de duas feiras internacionais, na Síria e nos Emirados Árabes Unidos, e duas nacionais, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Empresas interessadas devem entrar em contato com o departamento de marketing da CCAB.
São esperados na Francal cerca de 2 mil importadores de 100 países. Entre eles da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Líbano e Kuwait. No ano passado, 2,5 milhões de pares de sapatos fabricados no Brasil foram exportados para a região, dos quais 1,2 milhão só para os Emirados. O evento deverá receber mais de 48 mil visitantes brasileiros e vai abrigar 850 expositores.
A DHB, que fabrica sistemas de direção em Porto Alegre (RS), já vende para o Irã, mas está atenta a outras oportunidades de negócios na região. As exportações responderam por 19% do faturamento da companhia no ano passado. Para este ano, a expectativa é de que o percentual suba para 26%.
O maior evento calçadista da América Latina é voltado para o lançamento das coleções primavera-verão 2004/2005 e deve receber 2 mil compradores internacionais.

