São Paulo – O Egito determinou o fechamento de lojas, shoppings e restaurantes às 21h a partir deste sábado (28). O objetivo é conter o aumento dos gastos com energia, que mais do que dobrou desde o começo do conflito no Oriente Médio. De acordo com informações do primeiro-ministro, Mostafa Madbouly, antes da guerra o custo mensal do país com energia era de US$ 560 milhões. Agora, é de US$ 1,65 bilhão.
Inicialmente, afirmou Madbouly, a medida irá durar um mês. Às quintas-feiras e sextas-feiras lojas, shoppings, cafés e restaurantes poderão ficar abertos até às 22h. Em comunicado, o ministro do Turismo do Egito, Sherif Fathy, afirmou que as medidas não afetarão os turistas nem os cartões postais do país.
Desde 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel bombardeiam o Irã, que, em resposta, tem atacado seus vizinhos no Oriente Médio e navios que navegam pelo Estreito de Ormuz. Por esta via passa, em tempos de paz, um quinto do petróleo bruto e do gás liquefeito de petróleo consumido no mundo.
Com a guerra, o transporte por ali está suspenso, o que reduz a disponibilidade de petróleo e derivados no mercado global e leva ao aumento de preços desses produtos e outros. No começo de março, o Egito aumentou os preços dos combustíveis em mais de 30%, em decorrência do conflito.
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